Parque de Vinhedo deverá pagar R$ 60 mil a jovem que perdeu um rim após queda em atração em 2023; empresa informou que vai recorrer.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do Hopi Hari pelo acidente que levou uma adolescente, então com 15 anos, a perder um rim durante a Hora do Horror, em Vinhedo. A decisão mais recente foi tomada na segunda-feira (21), ao rejeitar recursos apresentados pelo parque.
A jovem participava de uma excursão escolar em novembro de 2023 quando, segundo os autos, foi assustada e perseguida por um personagem da atração em uma área escura. Ela caiu e bateu o corpo em uma estrutura rígida; exames apontaram laceração no rim direito, que precisou ser removido.
Decisão prevê R$ 60 mil de indenização
A indenização mantida pela Justiça soma R$ 60 mil: R$ 50 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos. A cicatriz da cirurgia no abdômen tem 17 centímetros, conforme documentos anexados ao processo.

O relator do caso avaliou que correr, fugir ou perder momentaneamente o controle diante de estímulos de medo são reações previsíveis em uma atração desse tipo. A 31ª Câmara de Direito Privado entendeu que os embargos do parque buscavam rediscutir pontos já analisados.
O advogado da vítima, George Souza Costa, informou que a jovem, hoje com 18 anos, continua sob acompanhamento médico e se recupera bem, embora tenha restrições decorrentes da perda do órgão.
Parque contesta responsabilidade
Em nota, o Hopi Hari afirmou que a perita judicial concluiu que o parque não contribuiu para o resultado. Segundo a empresa, a adolescente não seguiu as regras da atração, correu e sofreu a queda durante uma atividade temporária.
O parque também afirmou que a condenação ocorreu porque o incidente aconteceu dentro de suas dependências, apesar da conclusão apontada pela perícia. A empresa informou que seu departamento jurídico vai recorrer.
Outros processos envolvendo a Montezum
A decisão sobre a Hora do Horror é diferente dos processos relacionados à Montezum, montanha-russa de madeira do parque. O g1 identificou quatro condenações em primeira instância por lesões relatadas por visitantes após passarem pela atração, em casos ocorridos entre 2023 e 2024.
As indenizações desses processos somam R$ 35 mil por danos morais e R$ 1.544,71 por danos materiais. O Ministério Público de São Paulo investiga ainda outro episódio envolvendo a montanha-russa e pediu uma perícia no equipamento, após uma jovem sofrer traumatismo cranioencefálico em abril.
O que muda no processo
Com a rejeição dos embargos, foi mantida integralmente a condenação estabelecida em segunda instância. O Hopi Hari informou que pretende apresentar novo recurso contra a decisão.
Com informações de g1.

