Programa municipal com teste de DNA-HPV alcançou 77,8% do público-alvo e identificou 29 casos de câncer.
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Indaiatuba adotou em 2017 o teste de DNA-HPV para o rastreamento do câncer do colo do útero em um programa municipal desenvolvido com a Unicamp. A experiência acompanha as pacientes desde o convite para o exame até o tratamento e passou a servir de referência para a mudança nas regras nacionais de prevenção.
Até agora, 20.551 mulheres foram examinadas pelo programa. A cobertura atingiu 77,8% da população-alvo, com identificação de 258 lesões precursoras de alto grau e 29 diagnósticos de câncer; entre os tumores detectados, 83% estavam no estágio 1.
Acompanhamento após o exame
Segundo Adriana Salmen, coordenadora da iniciativa municipal, profissionais de enfermagem receberam capacitação para colher o material e registrar todas as fases do atendimento. O controle busca evitar que pacientes com resultado que exija investigação deixem de receber acompanhamento.
Resultados do programa de Indaiatuba
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.

O teste detecta tipos de HPV considerados de alto risco antes do surgimento de alterações nas células do colo do útero. Um resultado positivo, porém, não confirma a existência de câncer: a UBS precisa avaliar a necessidade de exames complementares, como papanicolau, colposcopia e biópsia.
Mudança no rastreamento pelo SUS
Em 2025, o Ministério da Saúde passou a indicar o DNA-HPV como método preferencial para o rastreio, com substituição gradual do papanicolau. De acordo com a reportagem, o novo exame identifica a infecção em 97% dos casos, enquanto o papanicolau chega a até 70%.
Quando o teste de DNA-HPV dá negativo, o intervalo até a próxima coleta pode ser de cinco anos. A estratégia também prevê a possibilidade de autocoleta da amostra, medida estudada para alcançar mulheres que enfrentam barreiras de deslocamento, vergonha ou medo do diagnóstico.
Expansão prevista até dezembro
O Ministério da Saúde informou que mais de 150 mil coletas com DNA-HPV já foram realizadas no país. A meta é estender o método a toda a rede pública até dezembro de 2026; Acre, Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso ainda mantêm o papanicolau, segundo a fonte.
Para o ginecologista e professor da Unicamp Julio Cesar Teixeira, que coordena desde 2017 pesquisas sobre o tema no SUS, a antecipação dos diagnósticos pode evitar cerca de 350 mortes mensais no Brasil. Ele estima que os efeitos sobre a mortalidade possam aparecer entre dois e três anos depois da implantação do método.
O que muda para as pacientes
A principal alteração é o uso preferencial do DNA-HPV no rastreio pelo SUS, em substituição gradual ao papanicolau. Nos casos positivos, a equipe de saúde avalia se há lesão e define os exames seguintes e eventual tratamento.
Com informações de eshoje.com.br.

