MPSP apura prejuízos a investidores e bloqueou valores durante a Operação Paládio.
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A Operação Paládio, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (22), prendeu suspeitos de oferecer falsos fundos de investimento a clientes em Campinas e outras cidades. Entre os detidos estão a consultora financeira Graciene Micucci e o marido, o policial militar Ricardo Salles Gasparini Patini.
Segundo o MPSP, o grupo usava a empresa Ateena Novos Negócios para apresentar aplicações como seguras e rentáveis, ligadas aos setores imobiliário e do agronegócio. A apuração começou após duas denúncias de prejuízo que somam R$ 700 mil e já identificou mais de 20 vítimas no país.
Prisões e medidas da operação
Foram cumpridas seis prisões na região de Campinas e uma no Mato Grosso. Havia oito mandados de prisão, e um investigado era considerado foragido, com possibilidade de estar na capital paulista, conforme o MPSP.
Números da Operação Paládio
Infográfico com dados das fontes citadas na notícia.
A operação também resultou no bloqueio de valores e na apreensão de sete veículos. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão.
- Seis prisões ocorreram na região de Campinas.
- Uma prisão foi realizada no Mato Grosso.
- Sete veículos foram apreendidos.
Como funcionaria o esquema
De acordo com os promotores, a estrutura empresarial buscava transmitir credibilidade aos investidores por meio de agências de intermediação, exposição em redes sociais e participações em programas de televisão. O escritório principal funcionava desde dezembro de 2024 em um condomínio empresarial no Cambuí, em Campinas.
As investigações apontam que os recursos entregues pelas vítimas não eram destinados às aplicações anunciadas. Para sustentar a aparência de regularidade, o grupo teria usado empresas com nomes e apresentação semelhantes aos de instituições financeiras, que recebiam os valores em contas bancárias.
Aplicativos simulavam rendimentos
Ainda segundo o MPSP, os investigados controlavam aplicativos chamados PrivateBank e FirstBank, nos quais os clientes acompanhavam saldos e rendimentos que, conforme a apuração, eram simulados. Em alguns momentos, as vítimas recebiam quantias equivalentes aos ganhos prometidos, o que ajudaria a manter a confiança nas operações.
O Gaeco também investiga indícios de que as empresas eram usadas para movimentar e ocultar recursos de outras origens criminosas. A investigação segue para apurar o destino dos valores e possível participação de outras pessoas.
O g1 informou que tentava localizar as defesas dos presos para pedir posicionamento.
Com informações de g1.

