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Vinhedo: Hopi Hari dobra limite de público e eleva atrações um ano após reabrir, mas dívidas com maiores credores seguem abertas

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O Hopi Hari, em Vinhedo (SP), completou um ano de reabertura com limite de 10 mil visitantes por dia, o dobro do estipulado quando as atividades foram retomadas, e alta no índice de atrações disponíveis ao público, segundo o presidente, José David Xavier. Por outro lado, as dívidas com os maiores credores, excluídos do plano de recuperação judicial, e com a Prefeitura seguem abertas.

Após permanecer fechado por 84 dias durante 2017, o parque reabriu com capacidade para receber até 5 mil visitantes e com venda de ingressos somente pela internet. Desde então, explica Xavier, houve crescimento gradativo para garantir segurança aos visitantes: alcançou 7,5 mil em março e chegou ao número atual em agosto, quando a reabertura completou um ano.

“Nosso alvará de operação é de até 26 mil pessoas, o público máximo pode variar em dias de shows”, menciona o presidente ao lembrar que o parque está em dia com alvarás e autos de vistoria do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, não há necessidade de agendamento, mas está mantida recomendação para que as compras sejam antecipadas pelos canais de venda.

Público no Hopi Hari, em Vinhedo, após a reabertura em agosto de 2017. — Foto: Felipe Koharo/Hopi Hari

Público no Hopi Hari, em Vinhedo, após a reabertura em agosto de 2017. — Foto: Felipe Koharo/Hopi Hari

Atrações abertas

Neste período, o índice de atrações abertas passou de 85% para 95%, de acordo com o Hopi Hari. O plano do parque é reabrir três brinquedos antes de reativar o brinque La Tour Eiffel (elevador), fechado desde a morte da adolescente Gabriela Nichimura, em 2012, quando teve início a fase mais crítica do parque. Antes disso, a previsão era de volta do funcionamento até dezembro deste ano.

“Nossos engenheiros estão trabalhando para reativação das três atrações restantes do quadro. […] Após a conclusão deste escopo, poderemos informar com mais precisão a previsão de reativação [do elevador]”, explicou Xavier.

Brinquedo onde houve acidente segue fechado desde 2012. — Foto: Patrícia Teixeira/G1

Brinquedo onde houve acidente segue fechado desde 2012. — Foto: Patrícia Teixeira/G1

Em relação ao número de funcionários, o presidente cita que também houve aumento no período comparado.

“Na reabertura contávamos com 168 habitaris [colaboradores]. Hoje contamos com 630 colaboradores diretos”, destaca o presidente.

À época da reabertura ao público, entretanto, o parque de diversões indicava já contar com aproximadamente 400 trabalhadores.

O presidente do Hopi Hari, José David Xavier — Foto: Patrícia Teixeira/G1

O presidente do Hopi Hari, José David Xavier — Foto: Patrícia Teixeira/G1

Recuperação judicial

A 1ª Vara de Vinhedo aprovou, em abril, a proposta de recuperação judicial apresentada pelo Hopi Hari que contempla pagamentos para fornecedores, prestadores de serviços, ex-colaboradores e funcionários, mas excluiu os quatro maiores credores do empreendimento, incluindo o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que reivindica montante estimado em R$ 229,4 milhões.

O advogado do parque no processo, Sérgio Emerenciano, explica que desde então já foram pagos pelo menos 200 credores desde o acordo e que a dívida está sendo “reduzida consideravelmente” por causa do plano e discussões judiciais autônomas em andamento. À época da assinatura, o total de débitos estava estimado em pelo menos R$ 400 milhões, mas o defensor não citou valores.

Sobre a contestação dos credores excluídos, ele alegou que elas “são naturais” em planos de recuperação judicial, e eles podem aderir ao formato de pagamento estipulado no processo.

O grupo contemplado na proposta homologada pela Justiça representa 10% do total da dívida do parque. Pelo plano, quem tem créditos de até R$ 1 milhão receberá 53% do valor em 48 parcelas iguais; enquanto as dívidas superiores a R$ 1 milhão serão parceladas em até 21 anos.

Com relação aos processos trabalhistas, a proposta aprovada prevê o pagamento das dívidas em até 12 meses, com descontos que variam de 20% a 60% dependendo do tempo da ação.

Acionistas e credores do Hopi Hari no teatro do parque temático, em Vinhedo — Foto: Patrícia Teixeira/G1

Acionistas e credores do Hopi Hari no teatro do parque temático, em Vinhedo — Foto: Patrícia Teixeira/G1

Dívidas com Prefeitura

A assessoria da administração municipal informou que o Hopi Hari deve R$ 43,1 milhões em taxas e Imposto Sobre Serviços (ISS) acumulados desde 2000, e mais R$ 22,8 milhões relativos ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) contabilizados desde 2003.

O presidente do parque diz que o ISS voltou a ser recolhido desde junho deste ano, “o que não ocorrida desde 2012”, e afirma que desde agosto houve recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Imposto de Renda e antecipação da primeira parcela do 13º salário. “Nessa próxima fase trabalharemos para recompor os débitos perante todos os órgãos públicos”. Com informações do G1

Imagem de capa: reprodução

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