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Versão ao vivo de ‘La La Land’ terá duas sessões no Brasil

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Foram seis anos até o ambicioso projeto de “La La Land” sair do papel, em 2016, e parece não haver pressa em encerrar o burburinho sobre o filme, tampouco os frutos de seu sucesso.

Menos de um ano após seu lançamento, o longa já tratava de esticar a sua longevidade. Ganhou em maio de 2017 uma versão “in concert”, que vem rodando o mundo e aporta no Brasil em dezembro, para duas sessões em São Paulo e uma em Porto Alegre.

Não é um show com o elenco original ou com grandes números de dança. Trata-se de uma projeção do filme num telão, com as vozes gravadas do longa, mas todo o instrumental é executado ao vivo por uma orquestra.

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Uma concepção simples, mas que levou alguns meses, diz à reportagem Justin Hurwitz, 33, autor da trilha sonora do filme, pela qual ganhou um Oscar.

“Tínhamos que entender como a música seria tocada continuamente, porque no filme gravamos cada uma individualmente, e às vezes uma mesma música tem pedaços gravados em separado”, conta ele, que regeu algumas apresentações pelo mundo, mas não virá ao Brasil. “E também como lidar com a improvisação do jazz sem perder a sincronia com o filme.”

“La La Land” é a menina dos olhos de Hurwitz e do diretor e roteirista Damien Chazelle, amigos dos tempos de Harvard -eles se conheceram há 15 anos, ainda calouros da universidade americana.Começaram em 2010 os rascunhos do filme, uma ode aos musicais centrada no romance entre dois artistas aspirantes, uma atriz (Emma Stone) e um músico de jazz (Ryan Gosling).

Mas o projeto envolvia longas e complicadas locações em Los Angeles, como a cena de abertura, com um grande elenco (30 bailarinos e uma centena de figurantes) dançando sobre uma fila de 60 carros parados no trânsito. “E ninguém queria fazê-lo”, relembra o compositor. Só conseguiram vendê-lo depois do sucesso de “Whiplash” (2014), segundo filme da dupla, também centrado nas aspirações de um músico iniciante.

A aposta dos estúdios Lionsgate em “La La Land” acabou rendendo seis estatuetas do Oscar, sete Globos de Ouro e US$ 446 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) em bilheterias pelo mundo, a quinta maior da história para um filme musical, segundo o site especializado Box Mojo Também correm boatos de uma adaptação à Broadway, mas Hurwitz não confirma os rumores. “Talvez no futuro, quem sabe.”

Se Hurwitz é cauteloso com as expectativas, o músico é também um tanto exigente com seu trabalho.

“Queríamos fazer nosso melhor trabalho, e sempre tentamos aperfeiçoá-lo. Nós tínhamos todas as demos das músicas de ‘La La Land’ prontos em 2011, mas quando retomamos o projeto jogamos quase tudo fora”, lembra ele. “Tínhamos algum tempo extra e decidimos melhorá-las, começar algumas do zero, como ‘City of Stars’, que não estava no rascunho original.”

Todas têm um quê de melancolia, seja das aspirações, seja dos romances frustrados.

“Mesmo em ‘Another Day in the Sun’, o número de abertura. Ele é rápido e divertido, mas é sobre esses sonhadores que vêm para Los Angeles em busca de um sonho e não estão fazendo exatamente o que queriam fazer. Então tem algo de um doce amargo na trilha toda.”

E muito também passa pelo jazz, paixão de Chazelle e Hurwitz que permeou todos três os trabalhos da dupla até então –além de “La La Land” e “Whiplash”, “Guy and Madeline on a Park Bench”, de 2009.

“Já o próximo filme”, lembra o músico “não tem nada a ver com o gênero”.

Em “O Primeiro Homem”, que estreia por aqui em 11 de outubro, Chazelle reconta a chegada do homem à Lua, centrando sua narrativa no astronauta Neil Armstrong (Ryan Goslin, mais uma vez), o primeiro a colocar os pés no terreno arenoso do satélite. Chega a ser um tanto melancólico, fugindo do ufanismo e da exaltação do herói.

Hurwitz adentra aqui um terreno novo, de sons eletrônicos estranhos, inspirados em filmes de ficção científica dos anos 1950 e 60. Além de uma orquestra massiva, de 94 instrumentos, inclui sons antigos, como o de um sintetizador Moog e do metálico teremim -que lembra ruídos de antenas de rádio-, usado por Bernard Herrmann na trilha do filme de sci-fi” O Dia em que a Terra Parou” (1951), dirigido por Robert Wise.

Algo que remete à atmosfera de espaço e também à introspecção do personagem central. “É uma peça central. Essa é uma história sobre o luto, sobre alguém que perdeu muitas pessoas que ele amava, e o que as perdas fizeram com ele”, afirmou Chazelle à revista Variety. “Havia algo no Teremim que parecia transmitir esse luto que se espalha pelo cosmos. Claro que ele faz você pensar no espaço, mas também tem um aspecto da voz humana, uma espécie de lamento, que me pareceu muito lúgubre.”

“É definitivamente muito diferente de tudo o que eu e Damien já fizemos”, diz Hurwitz à reportagem. “Mas é bom escapar um pouco do jazz.”

LA LA LAND IN CONCERT

Quando: Dias 16/12, às 19h30, e 17/12, às 21h, no Espaço das Américas, r. Tagipuru, 795, São Paulo.E 21/12, às 20h30, no Auditório Araújo Vianna, av. Osvaldo Aranha, 685, Porto Alegre.

Quanto: Ingr.: R$ 80 a R$ 300 (São Paulo), em www.ingressorapido.com.br, e R$ 150 a R$ 320 (Porto Alegre), em www.uhuu.com. 12 anos

Com informações da Folhapress e Notícias Ao Minuto.

Imagem: divulgação

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