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Sorocaba: Moradores se unem para combater a criminalidade no bairro Caguaçu

O tempo todo tem alguém de olho na movimentação da rua e todos os moradores fazem parte do que eles chamam de 'vizinhança vigilante'.

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A criminalidade tem preocupado os moradores do bairro Caguaçu, na zona rural de Sorocaba (SP). A falta de segurança reflete no aumento dos casos de roubo e furto. Para se proteger, a vizinhança está se unindo por meio de um aplicativo.

Um vídeo mostra um homem com o rosto encoberto na varanda de uma casa. Ele olha para ter certeza de que não tem ninguém e segura nas mãos um objeto que parece ser uma arma. Na sequência, o comparsa chega e eles arrombam a porta da cozinha, mas o alarme dispara e os dois correm.

Em outra imagem dá para ver que a dupla foge a pé pela estrada de terra. Os ladrões entram na chácara quebrando o portão dos fundos. Essa foi a terceira invasão no imóvel.

“Há dois anos, quando levaram meu carro, eu abri boletim de ocorrência. De lá para cá, sofremos outras tentativas de furto. Há cinco anos, minha casa não tinha nem cadeado, era apenas uma cerca de arame farpado, sempre foi assim. Agora não dá mais, está muito complicado”, conta o eletrotécnico Roberto Schleifer.

Na mesma rua, a poucos metros de distância, outra dupla de criminosos age de forma parecida. Um homem desce do carro, toca a campainha e dá para os cães pedaços de carne com calmante. Ele se certifica de que a casa está vazia.

As imagens não mostram, mas, depois de 10 minutos, ele quebra o cadeado do portão dos fundos e entra. Na sequência, o bandido aparece carregando uma televisão e algumas sacolas. Uma mulher desce do carro. Ele deixa tudo no chão e volta para pegar uma segunda televisão. Então, começa a passar os objetos furtados por cima do alambrado.

Um carro passa na rua e o homem se esconde atrás de uma planta. Depois ele sai com a TV nas mãos, coloca no porta-malas e o casal foge. Tudo isso aconteceu em uma quarta-feira, às 10h.

“Um cachorro latindo um pouco a mais já é motivo de alerta para nós, que não sabemos o que está acontecendo lá fora. Estamos com muito medo”, comenta a agricultora Maria de Fátima Oliveira Fagundes.

O pecuarista José Domingues Paifer também foi vítima de criminosos. Foram três vezes somente neste ano. Em uma das ações, foi rendido na porta de casa por bandidos armados, mas ele conseguiu fugir. “A gente fica assustado, pois saímos e não sabemos se vamos encontrar as coisas e o que vai acontecer quando voltarmos, não tem nem como sair de casa”, conta.

O pecuarista ainda reforça a necessidade do policiamento no bairro. “Deveria ser mais policiado. Na última vez que liguei para a polícia, levou em torno de 1h40 para chegarem em casa”, conta.

Pelo menos 50 famílias moram no bairro Caguaçu e a maioria está assustada. Alaor Fagundes comenta que o medo predomina no bairro.

“Só em 15 dias já foram três assaltos, estamos com medo. Antigamente a patrulha passava por aqui e monitorava o bairro, agora não aparecem mais. Pagamos impostos e temos esse direito”.

Os moradores contam que o bairro sempre foi um lugar calmo e tranquilo, mas que há dois anos têm que conviver com a insegurança. Por conta disso, a vizinhança se uniu e agora usa o celular como arma contra a criminalidade.

Por meio de mensagens, eles trocam informações. O tempo todo tem alguém de olho na movimentação da rua e todos os moradores fazem parte do que eles chamam de “vizinhança vigilante”.

“Qualquer carro suspeito que vemos pelo bairro em frente às casas, pessoas suspeitas, já enviamos para o nosso grupo em um aplicativo. Quem tem câmera também colabora com as imagens, anota placa dos carros para alertar os vizinhos. Se alguém não estiver em casa, pode olhar o grupo e ver se está acontecendo alguma coisa em casa”, comenta a auxiliar administrativa Juliana Fagundes.

A Polícia Militar informou que acompanha diariamente as ocorrências registradas, mas que não há registros de furtos ou roubos no bairro do Caguaçu em abril e maio. Por isso, reforça a importância dos moradores registrarem os casos. A PM reforça que vai implementar novas operações no bairro.

Com informações do G1

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