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Sorocaba: Condenado por atropelar e matar seis na Raposo Tavares em 2014, Fábio Hattori é preso

Morador de Sorocaba atropelou 12 adolescentes que estavam no ponto de ônibus em abril de 2014. Na época, o motorista foi preso em flagrante e passou 18 dias na penitenciária de Tremembé, mas acabou sendo solto pela Justiça.

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O comerciante Fábio Hiroshi Hattori, que matou seis jovens e feriu gravemente outros seis durante um atropelamentona Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba (SP), em abril de 2014, foi preso nesta quinta-feira (11). Os 12 adolescentes atingidos estavam em um ponto de ônibus no quilômetro 107.

Na época, o motorista foi preso em flagrante por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. Ao ser submetido ao exame do bafômetro logo após a batida, o resultado apontou 0,63 mg de álcool por litro de sangue.

Entretanto, em 22 de abril de 2014, o Ministério Público de Sorocaba pediu a liberdade e a desclassificação do crime de homicídio culposo com dolo eventual para homicídio culposo.

No ano passado, ele foi condenado pelo crime em segunda instância. Agora, a Justiça decidiu prendê-lo. De acordo com o advogado, Mário Del Cistia, ele vai cumprir a pena de 4 anos, 10 meses e 15 dias em regime semiaberto na Centro de Progressão Penitenciária de Porto Feliz.

Ainda segundo o advogado, o processo ainda não foi finalizado.

“Depois da condenação em segunda instância, recorri ao STJ, na terceira instância, pedindo a absolvição de Hattori. Se o recurso não for aceito, ele vai poder ser promovido para o regime aberto depois de cumprir um sexto da pena em semiaberto, ou seja, 9 meses e 18 dias”, diz.

Processo

Morreram no acidente Amanda Oliveira Alquati, de 17 anos; Leonardo Wagner Ribeiro, de 19 anos; Lucas Alexandre Vieira, de 20 anos; Giovanni Cartezano Inocêncio, de 17 anos; Evelyn Caroline Fernandes, de 15 anos; e Guilherme Santos Modesto, de 18 anos.

O inquérito da Polícia Civil apontou que as causas do acidente foram excesso de velocidade, uso de bebida alcoólica e o fato de o comerciante ter dormido ao volante.

A polícia pediu a prisão de Hattori por homicídio culposo com dolo eventual na morte dos seis jovens, além da tentativa de homicídio de outras seis pessoas e do consumo de bebida alcoólica além do permitido.

Entretanto, em 22 de abril de 2014, o Ministério Público de Sorocaba pediu a liberdade e a desclassificação do crime de homicídio culposo com dolo eventual para homicídio culposo.

Após a análise do inquérito policial, o promotor de Justiça Eduardo Francisco dos Santos Júnior concluiu que o que causou o acidente foi o fato de o motorista ter dormido ao volante, e não necessariamente porque ele ingeriu bebida alcoólica.

O promotor afirmou ainda que o atropelamento foi uma tragédia, por isso o dolo contra a vida não deveria ser aplicado, já que Fábio não previu que o acidente fosse acontecer. A Justiça acatou o pedido do MP e o alvará de soltura do comerciante foi emitido após pagamento de fiança de aproximadamente R$ 29 mil, equivalente a 40 salários mínimos.

Desta forma, na tarde do dia 24 de abril, 18 dias depois do acidente, o comerciante foi solto da penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, para responder pelo crime em liberdade.

O caso passou a ser julgado pela 3ª Vara Criminal de Sorocaba. A juíza Daniela Camberlingo Querubim condenou o motorista, no dia 3 de dezembro de 2015, por homicídio e lesão corporal culposa. A pena decretada foi de três anos e seis meses de reclusão em regime aberto, que acabou revertida em serviços comunitários.

Hattori recebeu ainda a punição de 10 dias-multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de quatro meses e 27 dias. Além disso, teve que pagar três salários mínimos para cada sobrevivente e dependentes dos mortos.

A defesa do comerciante entrou com um recurso solicitando a retirada total da condenação, de acordo com o advogado Mário Del Cistia Filho, já que o motorista não se julga culpado pela tragédiaEm contrapartida, a promotoria entrou com outro recurso solicitando que ele recebesse uma pena mais severa. Ou seja, que cumprisse pelo menos os três anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto.

Em agosto de 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou a pena do comerciante para quatro anos, 10 meses e 15 dias de detenção em regime inicial semiaberto. A pena não poderia ser convertida em serviços comunitários. Além disso, Hattori teve a carteira de habilitação suspensa por dois anos, cinco meses e sete dias.

Além do processo criminal, outros na área civil também estão em andamento contra Hattori. Parentes dos adolescentes que morreram e os sobreviventes entraram na Justiça pedindo indenização por danos morais.

Com informações do G1

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