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São Roque: Jovem que matou e mutilou irmão é transferida para a Penitenciária de Tremembé

Karina Aparecida da Silva Roque, de 18 anos, asfixiou, cortou, queimou e ingeriu partes do corpo do irmão, de 5 anos. Ela estava presa na Penitenciária Feminina de Votorantim.

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A jovem Karina Aparecida da Silva Roque, que matou e mutilou o irmão de 5 anos no dia 4 de abril, em São Roque (SP), foi transferida nesta quinta-feira (11) para a Penitenciária Feminina “Santa Maria Eufrásia Pelletier” de Tremembé (SP).

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Karina está presa em observação, período que pode durar até 20 dias. O presídio é o mesmo onde estão Suzane Von Richthofen, Anna Carolina Jatobá e Elize Matsunaga.

A jovem, de 18 anos, continua em uma cela isolada de outras presas e tem direito a duas horas de banho de sol por dia em horários alternativos. Antes de ser transferida, Karina ficou na Penitenciária Feminina de Votorantim (SP). A SAP não informou ao G1 se ela recebeu visitas neste período.

Karina matou o irmão asfixiado e depois furou os olhos, fez cortes e queimou partes do corpo do garoto. Ela ainda disse aos policiais que decepou o pênis do irmão e ingeriu o órgão.

O caso foi descoberto quando a mãe dos irmãos chegou em casa e foi impedida de entrar. A mulher chamou um cunhado, que arrombou a porta, encontrando o menino morto com sinais de tortura na casa e cercado por velas. O corpo do menino de 5 anos foi enterrado no Cemitério da Paz, em São Roque, no dia 5 de abril.

Ela vai responder por homicídio qualificado consumado pela morte do irmão, tentativa de homicídio do tio e maus-tratos, porque chegou a morder o cão da família, que avançou nela enquanto era rendida pelo parente.

Polícia Civil está investigando se há mais gente envolvida no crime. Por isso, está aguardando o laudo da perícia feita no celular de Karina, que foi encontrado queimado, para saber com quem a suspeita falou no dia do assassinato. Além do celular queimado, a polícia encontrou outro chip de celular e pediu a quebra do sigilo telefônico.

‘Gritos de desespero’

Vizinhos da casa onde aconteceu o crime relataram que ouviram “gritos de desespero” da mãe na noite do crime. Uma mulher que diz morar ao lado da casa da família fez um comentário sobre o assunto em sua conta no Facebook. “Triste ouvir os gritos de desespero da mãe”, contou.

Vizinha comenta sobre 'gritos de desespero' no local do crime em São Roque — Foto: Reprodução/FacebookVizinha comenta sobre 'gritos de desespero' no local do crime em São Roque — Foto: Reprodução/Facebook

Vizinha comenta sobre ‘gritos de desespero’ no local do crime em São Roque — Foto: Reprodução/Facebook

Outros vizinhos confirmaram a versão postada na rede social e disseram à TV TEM que houve muita gritaria e desespero após o crime. Contudo, relataram que antes disso nunca tinham ouvido nada na casa.

Ainda segundo moradores do bairro, que dizem conhecer a família, a mãe morava sozinha com os filhos e a família era “muito reservada”. Além disso, de acordo com os relatos, Karina era uma jovem fechada e calada, mas nunca foram ouvidos gritos ou brigas na residência.

Com informações do G1

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