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Relatório do IPT aponta danos em outras partes de viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros

Engenheiros encontraram pilares de sustentação rachados, vigas expostas, drenagem precária de água e diversos pontos com infiltração.

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Um relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a que o SP1 teve acesso, mostra que outros pilares do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros em novembro do ano passado estão em condições precárias.

viaduto segue interditado até hoje e só deve ser reaberto para o tráfego de veículos em maio, segundo cronograma apresentado pela gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Os engenheiros encontraram pilares de sustentação rachados, vigas expostas, drenagem precária de água e diversos pontos com infiltração.

O documento é resultado de um pedido do Ministério Público (MP). O promotor Marcelo Milani acionou o IPT para que fizesse inspeção em todas as partes do viaduto de 500 metros que não foram afetadas.

Para os técnicos, um dos problemas de maior gravidade é o deslocamento de uma viga que ainda está apoiada sobre um dos pilares que ficaram em pé –muito parecido com o que aconteceu no trecho que ruiu.

Além disso, as placas que deveriam amortecedor o impacto do tráfego pesado de veículos estão desgastadas. O vão entre as vigas está cheio de sujeira e até pedaços asfalto, o que atrapalha a movimentação da estrutura.

Os técnicos concluem que “as anomalias observadas são decorrentes de deficiências na realização de manutenção periódica”.

Para o promotor que está investigando o caso, não há dúvidas que isso levou ao desabamento. “Se não fosse a falta de manutenção, o viaduto estaria íntegro”, disse.

O promotor também investiga de quem era a responsabilidade pela manutenção da estrutura, construída na década de 1970 pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do governo do estado.

Em um documento de 2013, a Prefeitura pede que o DER repasse a documentação sobre esse e outros viadutos e pontes para o município, para que eles possam ser incluídos num programa de recuperação.

Para Milani, esse empurra-empurra entre os poderes também contribuiu para o acidente. “Esta falta de manutenção e essa não aplicação dos recursos pode gerar uma improbidade administrativa”, disse. “Órgãos públicos não se entendendo o que gerou essa falta de manutenção, que está gerando esse caos e essa quebra do viaduto”

A Prefeitura disse que, desde que o viaduto cedeu, Covas determinou que fossem tomadas todas as medidas necessárias para preservação e posterior recuperação da estrutura, mas ressaltou que o viaduto ainda integra o patrimônio do DER. Por isso, diz que não podia fazer obras de recuperação estrutural, apenas de recuperação do asfalto e zeladoria.

A Administração Municipal acrescenta que está solicitando a transferência desde a década de 1990. Já a Secretaria Estadual de Logística e Transportes, responsável pelo DER, disse que desde que a atual gestão assumiu, em janeiro, determinou à nova diretoria que conclua a transferência do viaduto para a Prefeitura.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a transferência de propriedade das marginais Tietê e Pinheiros e das pontes e viadutos construídos pelo DER ao longo das duas vias para o Município.

Com informações do G1

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