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Reinaldo Nogueira é condenado a 23 anos de prisão por desvio de recursos públicos

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Decisão sobre desapropriação de um imóvel é de 1ª instância e advogado já recorreu. Pai dele e mais 4 também foram condenados nesta terça-feira (7).

O ex-prefeito Reinaldo Nogueira foi condenado a 23 anos de 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multa, por suposto desvio de recursos após a desapropriação de um imóvel adquirido em 2004 pelo pai dele, Leonício Lopes Cruz. A decisão da 1ª Vara Criminal diz que o ex-chefe do Executivo pode recorrer em liberdade.

“O local originou um distrito industrial destinado às micros e pequenas empresas. O intuito da desapropriação feita pelo ex-prefeito era valorizar o imóvel e tomar posse indevidamente de recursos”, diz nota do MP.

Cruz também foi condenado nesta terça-feira, em outro processo, a 17 anos 2 meses de prisão, além do pagamento de multa. “Leonício detinha posição chave no esquema criminoso, na medida em que sempre foi o proprietário oculto do imóvel desapropriado, assim como atuava como procurador do filho, o qual foi o responsável legal pela desapropriação”, diz trecho da decisão. O acusado também pode recorrer em liberdade, segundo a 1ª Vara Criminal.

O advogado de Nogueira e do pai dele, Ricardo Sayeg, afirmou que já ingressou com apelação junto ao Tribunal de Justiça (TJ-SP). “Estou muito seguro do resultado positivo. Acredito na Justiça.”

Outras condenações

Em outro processo, participantes do suposto esquema também foram condenados pela 1ª Vara Criminal, nesta terça-feira. De acordo com o MP, em 2006 o imóvel foi registrado em nome de Adma Patrícia Galacci e transferido para a empresa Bela Vista em 2014, dias antes da desapropriação.

A companhia, diz o órgão, tinha como gestor Rogério Soares da Silva e Adma era sócia de Camila Galacci. “A investigação apontou, ainda, uso da empresa Jacitara, cujo proprietário é Josué Eraldo da Silva [irmão de Rogério], ex-assessor parlamentar de Nogueira”, completa nota do MP.

“Estabelecidos os laços entre os acusados, é certo que há nos autos elementos que demonstram que todos os acusados mantinham uma estrutura de caráter estável, com o ânimo de obter patrimônio decorrente da execução de crimes”, diz trecho da decisão.

Adma e Camila Gallaci foram condenadas, cada uma, à pena de 12 anos de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa. Já Rogério e Josué devem cumprir, cada um, 17 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado, e também ao pagamento de multa. A 1ª Vara Criminal de Indaiatuba determinou que todos podem recorrer em liberdade.

Ralph Tórtima Stettinger Filho, advogado de Adma, Camila e Rogério, afirmou que a decisão “contraria toda a prova dos autos” e ingressará com recurso junto ao TJ-SP.

G1 não conseguiu contato com a defesa de Josué até esta publicação.

Imagem: Reprodução / EPTV

Com informações do G1

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