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Por que a escola promove a tão odiada leitura obrigatória?

Ler é essencial. A leitura desenvolve o raciocínio, ajuda o indivíduo a organizar ideias, expor opiniões, aprimorar vocabulário, argumentar e ainda ter oportunidade de se aventurar pelo desconhecido

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 A escola no Brasil está inserida em uma cultura pouco leitora em que o acesso a informação era restrito somente a uma pequena parcela elitizada da população. Dessa forma, para proporcionar aos alunos uma oportunidade para que estes leiam ao menos quatro livros no período de um ano, a escola se vê obrigada a desenvolver o estudo de clássicos literários por meio da leitura obrigatória.

Entretanto, a metodologia utilizada não é completamente efetiva e é, por vezes, questionada, uma vez que a atividade voltada para a leitura torna-se exaustiva e desafiadora para milhares de jovens. Devido aos vocabulários de difícil compreensão e/ou por se tratar de um estilo literário que pouco os atrai, muitos estudantes recorrem ao auxílio da internet em busca de resumos e explanações rápidas que são valiosas ao estudarem para as avaliações escolares.

Ler é essencial. A leitura desenvolve o raciocínio, ajuda o indivíduo a organizar ideias, expor opiniões, aprimorar vocabulário, argumentar e ainda ter oportunidade de se aventurar pelo desconhecido. É uma atividade que também necessita de prática e disciplina. Um texto difícil hoje, pode tornar-se acessível amanhã.

Reprodução

Se fizermos da leitura em sala de aula uma atividade optativa, será que esse jovem não leitor escolherá ler por conta própria? Se adaptarmos a linguagem de livros clássicos estaremos proporcionando a oportunidade para que os estudantes ampliem suas capacidades de compreensão literária? O gosto pela leitura é uma prática que pode ser desenvolvida. Se deixarmos o aluno a mercê de sua própria vontade, provavelmente a única coisa que ele nutrirá pelo livro será o desinteresse.

A escola, juntamente com a família, deve encontrar atividades alternativas para eliminar o desinteresse dos estudantes pela leitura, mas nunca descartando as recomendações de alguns clássicos fundamentais para a formação de seres críticos.

Outro fator a ser avaliado, é como as obras literárias são apresentadas pelo professor de literatura. Este deve mostrar entusiasmo ao falar sobre a obra e instigar a curiosidade dos alunos por meio de discussões e aulas dinâmicas, desafiando o aluno a se entregar ao novo e ao que a princípio pode lhe parecer desagradável.

O incentivo à leitura não deve ser visto apenas como sendo um papel somente da escola. Os pais também devem incentivar seus filhos e introduzir a literatura com opções de escolhas, a fim de tornar as crianças seres aptos a fazerem decisões na vida. Levá-las a livrarias e instigá-las a ler o que lhe é interessante. Dessa forma, quando for abordada, dentro ou fora da escola, a leitura não será um grande desprazer.

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