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Polícia Civil de Indaiatuba abre inquérito para investigar suspeito de assédio sexual

Vítima conta que filmou o patrão se masturbando depois de sofrer várias situações de assédio; suspeito nega que mulher seja sua funcionária e diz que ato foi consensual.

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A Polícia Civil de Indaiatuba (SP) abriu inquérito para investigar um comerciante, suspeito de abuso sexual, que foi gravado se masturbando por uma mulher que alega ter sido vítima várias vezes do patrão. Além de reclamar da atividade abusiva, ela conta que enfrentou quase 4 horas para fazer a denúncia na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, que está sem delegada. O suspeito alega que o fato ocorreu com consentimento dela.

A vítima diz que fez a gravação por orientação da mãe, depois de relatar que um dia o suspeito havia empurrado ela para dentro do banheiro e tentado tirar sua blusa. Alegando que estava conversando com uma amiga pelo celular, a mulher filmou o homem manipulando o órgão sexual e perguntando se ela “queria ver?”.

“Ele falou pra mim assim: ‘vem pra trás do balcão, abaixa as calças. É isso que você gosta'”, reforça.

Suspeito alega que episódio com a denunciante foi consensual — Foto: Reprodução/EPTV

Suspeito alega que episódio com a denunciante foi consensual — Foto: Reprodução/EPTV

A mulher explica que os abusos começaram depois que foi procurar emprego e conseguiu a vaga no mesmo dia da entrevista. Precisando do emprego para criar os três filhos, não imaginava que enfrentaria logo de cara.

“Ele começou com algumas coisas falando sobre sexo. Das mulheres que ele já tinha tido relação, até mesmo dentro da loja… Eu falei para ele assim: ‘Flávio, não me interessa. Eu não quero saber. Eu tô aqui para trabalhar’. E aí ele pediu desculpa, tudo, e ficou normal.”Procurado pela equipe da EPTV, afiliada TV Globo, o comerciante negou que a mulher que fez a denúncia era sua funcionária, e disse que o que ocorreu na loja foi consensual. “Não é funcionária, ‘bem’. Nunca trabalhou aqui”.

“Eu espero que ele pague por isso, porque como ele falou eu não sou a primeira. Eu não sou a segunda. Espero ser a última”, completou.

O que diz a SSP?

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) disse que o suspeito será ouvido nos próximos dias.

Questionada sobre a demora no atendimento e a falta da delegada, a pasta, no entanto, não soube dizer há quanto tempo a DDM está sem a titular no posto. Enquanto isso, os responsáveis são os delegados titulares da cidade, Marcelo Silveira e Luis Fernando, que não ficam na DDM.

A SSP disse ainda que a mulher que sentir algum constrangimento no atendimento na delegacia deve fazer denúncia à Corregedoria da Polícia Civil. Com informações do G1

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