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Picanha e cerveja têm leve queda de preços no Carnaval

As dicas são comparar os preços em mercados e fazer as contas antes de fechar a compra de uma grande quantidade.

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O brasileiro que quer garantir o churrasco neste Carnaval não deverá pagar mais caro pela picanha e pela cerveja, na comparação com o mesmo período de 2018. 

Pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados) mostra que os preços de dois dos principais itens tiveram leve queda nos supermercados. A picanha caiu 0,79%, e a cerveja, 0,61%.

Outro corte que apresentou queda no período foi a alcatra (-2,95%). A água mineral também deu um bom alívio, com retração de 3,91%.

Segundo Thiago Berka, economista da Apas, a queda no valor médio da cerveja, mesmo que pequena, é resultado da concorrência. “Houve um aumento da competição no mercado interno brasileiro. Muitas marcas entraram, colocando uma necessidade de adequação das marcas tradicionais, ou seja, o preço ou cai ou fica estável”, afirma.

Para Berka, a queda é significativa, pois ocorreu no mês em que há muita venda de cerveja, em um momento de calor recorde no país. “Outra questão é o crescimento bastante forte das cervejas premium, que faz com que as tradicionais fiquem mais competitivas entre si”, diz o economista.

No caso da carne, o movimento de queda de preço já vinha sendo sentido ao longo de 2018, pois são cortes de primeira. “Com o desemprego ainda alto, o quarteto filé-mignon, contrafilé, alcatra e picanha está com preço menor por causa da queda do consumo.”

Para não ficar no prejuízo, o consumidor precisa pesquisar. As dicas são comparar os preços em mercados e fazer as contas antes de fechar a compra de uma grande quantidade. Até porque outros itens do churrasco, como a cebola, estão em alta.

Já quem vai consumir cerveja fora de casa pagará mais caro. Pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostra que, em São Paulo, a bebida comprada em bares e restaurantes subiu 4,13% nos últimos 12 meses.

Outro componente que pesa no preço são os impostos. A carga tributária da caipirinha é de 76,66%, segundo a Associação Comercial de SP.

Com informações da Folhapress

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