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Paraplégicos usam próprias pernas para pedalar em tecnologia desenvolvida por professor da UnB

Projeto de reabilitação dá autonomia e melhora saúde, diz idealizador. Veja como funciona.

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Em março de 2012, Estevão Lopes saía do aniversário de um amigo quando foi atingido por uma bala perdida. Logo recebeu a notícia: uma lesão medular causada pelo disparo o deixou paraplégico. “A partir daí, eu percebi que precisaria me reinventar”, diz o advogado.

Desde aquele dia no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, tudo mudou na vida de Estevão, então com 34 anos. O advogado iniciou carreira também como atleta paralímpico e se tornou voluntário de um projeto conhecido como EMA Trike – “Empowering Mobility and Autonomy”, ou, em bom português, “Empoderando mobilidade e autonomia”.

Idealizador da escola de canoagem e paracanoagem Capital do Remo, Estevão se deparou com o EMA Trike pela primeira vez há quatro anos, graças à fisioterapeuta com a qual fazia acompanhamento. “Ela estava precisando de pessoas que se adaptassem a esse novo conceito de pedalar com eletroestimulação”, conta.

Conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), o EMA Trike contribui para a reabilitação de pessoas que perderam o movimento das pernas. Para isso, usa a tecnologia que une a Estimulação Elétrica Funcional (EEF) – eletroestimulação – ao triciclo e permite que cadeirantes pedalem com as próprias pernas.

“No começo, eu não aceitei. Fui procurado várias vezes, mas sempre pensei que fosse uma coisa que não daria certo, balela.”

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