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Oktoberfest: a grande festa da cerveja

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Acontece este mês no Brasil a maior Oktoberfest fora da Alemanha: a de

Blumenau. Na verdade, ela empata com uma similar, no Canadá, mas quem

está contando? Embora a colonização alemã na região catarinense date do

século XIX, a primeira edição aconteceu apenas em 1984, para recuperar a

economia e moral da população após uma enchente do rio Itajaí-Açu, que

devastou Blumenau. Em apenas 10 dias de festa, a cidade recebeu 100 mil

visitantes, e atualmente 500 mil pessoas visitam a maior festa alemã do Brasil.

O ápice de público acontece no feriado do dia 12, principalmente quando

prolonga o fim de semana, como é o caso de 2018.

 

A inspiração veio da original, que surgiu em Munique no ano de 1814, para

celebrar o casamento do rei da Baviera, Ludwig I. Na verdade, diversas

cidades catarinenses realizam festas similares em outubro, festejando a

tradição do tiro (Schützenfest, de Jaraguá do Sul), marreco recheado

(Fenarreco, em Brusque) ou simplesmente a cerveja (Bierfest, em Joinville),

mas a maior é, de longe, a Oktoberfest de Blumenau.

Antigamente, Brahma e Antartica tinham pavilhões próprios e dominavam a

oferta de chope. O cenário cervejeiro mudou a ponto deste ano, a organização

afirmar que 80% da bebida da Oktoberfest cumpre a lei de pureza alemã, a

Reinheitsgebot, de 1516, que determina que a cerveja seja feita apenas com

água, malte, lúpulo e levedura. Ou seja, ao invés da Ambev, a cervejaria oficial

hoje é a Eisenbahn, que divide a oferta com diversas fabricantes artesanais,

como ela mesmo foi, até ser comprada pela Schincariol, que por sua vez foi

adquirida pela japonesa Kirin, que vendeu a filial brasileira para a holandesa

Heineken. O mundo da cerveja brasileira seu muitas voltas.

Várias das tradições da Oktopberfest são copiadas por festas do chope Brasil

afora, como o torneio de chope de metro e comidas típicas como joelho de

porco (eisbein), salsichões (würst) e torta de maçã (apfelstrudel). Parece nossa

Festa da Tradição de Helvetia? Pois é…

Desde a primeira edição, acontece a eleição da Rainha da Oktoberfest, que

durante anos tinha que ser nativa de Blumenau, loira e preferencialmente

descendente de alemães. As candidatas também tinham que ser indicadas

pelos clubes e caça e de tiro, mas o crescimento da festa fez com as inscrições

passassem a ser abertas. A primeira rainha não nascida na cidade foi Caroline

Evelyn Sommerfeld, em 1998, e a primeira morena – cabelo castanho claro –

assumida foi Aniele Espindola, em 2006.

Hoje, até São Paulo realiza sua versão da festa, no Sambódromo do Anhembi,

que adaptou a Oktoberfest para o consumo paulista, como a venda de convites

em lotes e camarotes open bar. Sem falar nos preços mais salgados.

Imagem ilustrativa

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