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Nossas vidas e suas muitas desordens

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Cotidianamente muitos se queixam das tantas coisas fora do nosso controle! E para iniciar nossa reflexão sobre a questão, gostaria de considerar como de suma importância a seguinte frase de Sigmund Freud, pai da psicanálise: “Qual sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa”. Normalmente temos o hábito de terceirizá-las, ou seja, a culpa sempre é dos outros (exemplo: “A culpa é do meu chefe que não me dá oportunidade para crescer na empresa”). Acredito que Freud está falando sobre o quanto podemos ser agentes de nosso próprio destino. De uma maneira lucida e simples todos podemos avaliar se há em nós algum esforço pessoal em nos observarmos e aplicarmos ações para que nossa vida seja um pouco mais como queremos e não nos consideremos apenas vítimas do destino das desordens geradas em sua grande maioria por nós mesmos. Precisamos descomplicar nossas vidas para um viver objetivo e saudável.

A grande questão é: Qual a nossa responsabilidade nas muitas desordens pelas quais nos queixamos? E, qual a nossa responsabilidade, em sabendo disso, não procurar meios de sair desta situação da qual sempre reclamamos?

Voltando ao exemplo inicial, será que este chefe que não tem dado oportunidade não precisaria ver um pouco mais de quão capacitados somos e do conhecimento que possuímos?

Quantas e quantas ações sabemos que não trazem benefícios, mas ainda assim não fazemos nada para mudar? Urgentemente necessitamos perceber o quanto nosso esforço pessoal pode produzir muita coisa de mudança tanto em nós mesmos como no meio qual vivemos.

Fato é que: Frequentemente nos queixamos e ponto final. As razões dessas queixas podem ser relativamente ao mal-estar com a própria vida, relacionamentos, família, trabalho, fator tempo e etc., havendo, como anteriormente dito, uma enorme tendência para culpabilizar algo ou alguém externo a nós.

Em razão disto, devemos periodicamente realizar uma autoanálise considerando, nas hipóteses que criamos, a nossa própria responsabilidade perante a situação da qual nos queixamos, ao invés de procurarmos simplesmente culpar a terceiros. Também temos que nos responsabilizar pelas nossas ações! Logo, temos o poder de mudar tudo aquilo que efetivamente for passível de mudança e é da nossa responsabilidade.

As mudanças, normalmente, caracterizam-se por serem difíceis. Portanto, é importante analisar qual o nosso papel e o que pode e deve ser mudado. Certa feita me recordo de ter lido a seguinte frase: “É inútil querer mudar as circunstâncias sem mudar a si próprio.” Todos necessitamos de uma reforma interior que leva a uma transformação positiva das circunstâncias e do ambiente que nos cerca.  Vamos sair da posição de culpar os outros e assumir a nossa responsabilidade em colocar as coisas nas nossas vidas em ordem.

Aquilo de que constantemente nos queixamos, tem de alguma forma, nossa permissão e é de nossa responsabilidade! Sendo assim, precisamos desenvolver a capacidade racional e emocional de trazer pra nós toda esta responsabilidade, por mais inexplicável que seja, por mais que pareça estar fora do nosso controle e das nossas mãos. Nossa fé em Deus e a aplicação de Seus ensinamentos e mandamentos certamente são de extrema importância neste processo.

Vivemos num grande dilema sobre o que são COISAS IMPORTANTES, COISAS URGENTES e COISAS CIRCUNSTANCIAIS que sem dúvidas se transforma em fonte de desordem em nossas vidas!

Sobre isto meu prezado amigo Ricardo (Cacá) Villodre – Professional Coach in Business & Human Resources, Consultor de Empresas e Diretor da Escola Paulista de Coaching de Indaiatuba (indaiatuba@epccoaching.com) escreve:

“Com certeza, a urgência dos nossos dias, seja no trabalho, ou na má administração do nosso tempo pessoal, tem-nos feito perder a noção real do tempo. Porém, quando falo com pessoas sobre essa questão, ouço sempre as mesmas desculpas; muito trabalho, um mercado cada vez mais exigente, relatórios e reuniões intermináveis, entre outras coisas. Será mesmo isso que tem consumido nossos dias e nos feito perder a percepção do tempo a nossa volta? Quero te convidar a fazer uma análise pessoal e um pouco mais profunda. Para entendermos o que de fato tem feito com que, ano após ano, nós percebamos que temos aproveitado menos os nossos dias, precisamos analisar três pontos fundamentais: COISAS IMPORTANTES; COISAS URGENTES e COISAS CIRCUNSTANCIAIS.

É interessante que, ao propor essa reflexão às pessoas, vejo que a grande maioria percebe as coisas importantes a serem feitas, mas a urgência das demais faz com que as importantes permaneçam em segundo plano. Sobre as circunstanciais, muitas vezes a resposta é que possuem pouco tempo para dedicar a isso.

Bom, na verdade, coisas circunstanciais como ficar de papo com os amigos no WhatsApp, ou acompanhar sua timeline no facebook, ou assistir a um vídeo no youtube, por exemplo, pode incrivelmente ser o reflexo de alguém que sabe sim, aproveitar seu tempo! A questão está em entender o que é esse negócio de URGENTE??? Coisas urgentes nada mais são do que coisas importantes que não foram realizadas quando deveriam, por questões circunstanciais, ou outro fator qualquer. A pergunta é, o que pode ser mais importante do que realizar algo importante? Quando deixamos o importante de lado, passamos a administrar coisas urgentes. Como administrar o urgente é estressante, desestimulante e frustrante, dedicamos nossa atenção às coisas circunstanciais na hora errada, tendo assim a nítida impressão que nossos dias passam sem que consigamos resolver as coisas que precisam ser resolvidas, sem produzir como sabemos que poderíamos ter produzido e, por mais tempo que tenhamos dedicado à coisas circunstanciais, sem o real sentimento de que, de alguma forma, nos divertimos. Esse sentimento se dá pelo uso das coisas circunstanciais como fuga das coisas urgentes, nunca resolvendo o que é importante!

Já o perfil de um profissional saudável é: ele prioriza o que é importante e, aparecendo algo de última hora, ele resolve o que é mais importante, sempre finalizando suas tarefas e tendo tempo, dessa vez tempo real, para dedicar às coisas circunstanciais com a alegria de que está, de fato, se divertindo! Essa é a reflexão que eu gostaria de deixar para cada um de vocês, de como você tem tratado as coisas que são importantes a serem realizadas. Como você tem usado seu tempo para as coisas circunstanciais? Por que tem permitido que coisas cotidianas se tornem urgentes?”

Quando tomamos consciência de que a nossa responsabilidade não pode ser transferida para ninguém, somos libertos de relacionamentos doentios e somos livres para decidirmos o que é melhor para nossa vida. Parece óbvio isso, mas na prática, temos a tendência de escolher a maneira mais cômoda de ter alguém que escolha por nós, que decida por nós. Somos educados, muitas vezes, dessa forma e vamos repetindo o padrão durante toda nossa vida.

Somos todos responsáveis pelas desordens das quais nos queixamos; pela desordem da qual vivemos – e sabemos que não são poucas. Sim, somos nós que podemos mudar tudo isso. Desde as situações mais simples às mais complexas, o único agente de mudança se chama EU. No outro eu não posso interferir.

Nossa trajetória de vida é marcada por acontecimentos, desafios e escolhas durante todo o tempo, desde as coisas mais irrelevantes até as maiores!

Imagens: reprodução

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