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Musculação para hipertensos: é positivo ou tem restrições?

Ao contrário do que muitos pensam, a musculação não é contraindicada para pessoas com hipertensão - mas exige cuidados

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Em alunos hipertensos e cardiopatas o treinamento físico aeróbico (como caminhadacorridadançabicicleta) produz um importante efeito hipotensor, razão pela qual é recomendado, sim, no tratamento da hipertensão arterial. Mais recentemente, porém, tem aumentado o interesse científico acerca dos efeitos cardiovasculares de outro tipo de exercício físico: os exercícios resistidos – ou seja, aqueles que treinam a resistência, como a musculação.

Muitas pessoas com hipertensão têm receio de treinos de musculação pela ideia de que a pressão alta pode aumentar. A recomendação no treinamento resistido é trabalharmos com o objetivo de resistência muscular localizada, ou seja, um número maior de repetições e cargas moderadas. Com isso, promovemos gradativamente a diminuição da pressão arterial dos nossos alunos hipertensos e cardiopatas após algumas sessões de treinamento físico. Assim, a musculação para hipertensos terá efeitos benéficos à saúde.

Exercícios de hipertrofia podem apresentar riscos

Contudo, o treinamento físico que tem por objetivo melhora da força/hipertrofia muscular proporciona grandes elevações da pressão arterial durante sua execução, podendo até levar ao rompimento de aneurismas cerebrais preexistentes. Além disso, durante o treino de hipertrofia ocorre o fenômeno da Manobra de Valsalva, a qual não é indicada para pessoas com hipertensão.

Treino resistido é a melhor opção

O treinamento resistido é uma modalidade de exercício importante para a população hipertensa e cardiopata, visto que se mostrou eficiente para aumentar a força muscular, uma das principais habilidades físicas que contribuem para a melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida dessa população.

Estas são as principais adaptações fisiológicas ao treinamento resistido que nossos alunos (populações especiais) poderão adquirir a partir das primeiras semanas de treinamento:

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  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico
  • Melhora da tolerância a estressores ortostáticos
  • Aumento da capacidade aeróbia máxima
  • Aumento da densidade óssea
  • Aumento do armazenamento do glicogênio muscular
  • Aumento da sensibilidade à insulina
  • Aumento da amplitude de movimentos
  • Aumento da área da fibra muscular e da massa muscular total
  • Aumento da força, resistência e potência muscular
  • Aumento da taxa de síntese protéica miofibrilar
  • Aumento da capacidade de enzimas oxidativas
  • Aumento do gasto total de energia
  • Diminuição da massa de tecido adiposo total
  • Diminuição da isquemia induzida pelo exercício aeróbio, ou seja, aumento do limiar de angina (aumento da frequência cardíaca de positivação)
  • Melhora na composição corporal
  • Melhora no metabolismo de glicose
  • Melhora na sensibilidade à insulina
  • Melhora nos níveis dos lipídios séricos (aumentando os níveis do HDL e diminuindo os de LDL)
  • Diminuição na pressão arterial sistólica e diastólica em repouso e em cargas submáximas
  • Diminuição do duplo produto (pressão arterial sistólica x frequência cardíaca) em repouso e em cargas submáximas

Concluindo, a musculação para hipertensos deve ser realizada entre 2 a 3 séries de 40% a 70% da carga máxima, entre 8 a 15 repetições. Com informações do Minha Vida

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