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Mairinque: Justiça determina que Câmara fique impedida de nomear candidatos aprovados em concurso público

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Provas aplicadas em junho tinham erros de português e há suspeita de fraude, em Mairinque.

A Justiça determinou nesta terça-feira (20) que a Câmara de Vereadores de Mairinque (SP) fique impedida de nomear os dois candidatos aprovados no concurso público, realizado em junho.

Na denúncia, o Ministério Público acusa duas empresas e o presidente da Câmara de Mairinque, Kioshi Hirakawa, de fraude na licitação e na realização do concurso público. A denúncia foi feita em junho pela TV TEM.

Em sua decisão, na ação de improbidade administrativa, a juíza Carla Carlini Catuzzo entendeu que a denúncia é grave e que sua medida visa proteger os candidatos, já que eles poderiam deixar seus atuais empregos com o concurso correndo risco de ser anulado.

Os réus, Kioshi Hirakawa e os proprietários da Dux Concursos e Fortis Assessoria, Fábio Moretti e Tiago Luiz da Silva, têm 15 dias para apresentar suas alegações para a Justiça.

A assessoria da Câmara Municipal de Mairinque informou à TV TEM que o presidente ainda não foi notificado sobre essa ação movida pelo Ministério Público. As empresas Dux Concursos e Fortis não foram localizadas.

Segundo a denúncia, o presidente foi denunciado porque não seguiu uma recomendação do Ministério Público de anular o concurso. Kioshi Kirakawa disse, na época, que não havia evidências suficientes que levassem a anulação do concurso.

A prova tinha 40 questões e o MP apurou que 25% eram questões repetidas de concursos anteriores, o que coloca em risco o ineditismo da prova. Algumas continham erros.

Imagem: Reprodução

Com informações do G1

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