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Itapetininga: Casal acusado de matar filha pode ter advogado pago pelo estado

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Denúncia contra pais de Emanuelly foi encaminhada para a Justiça. Débora da Silva e Phelipe Alves foram acusados pelos crimes de homicídio, tortura, cárcere privado e fraude processual.

Os pais da menina Emanuelly Aghata da Silva, de 5 anos, que foram denunciados pelo Ministério Público pela morte da filha em Itapetininga (SP), podem ter um defensor público nomeado para defendê-los durante o processo. A informação foi confirmada na segunda-feira (2) pela Defensoria Pública.

Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Rolim da Silva, de 24 anos, foram denunciados pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado, tortura, cárcere privado e fraude processual.

Em nota, a Defensoria afirmou que foi intimada para atuar no caso e que o processo está sendo analisado pela defensora pública responsável. O nome não foi informado para a reportagem.

Se condenados às penas máximas por todos, cada um pode pegar até 74 anos de prisão. O casal teve a prisão preventiva decretada um dia após o crime e permanecem na penitenciária de Tremembé.

De acordo com o promotor do Tribunal do Júri Leandro Conte, responsável pelo caso, a denúncia já foi apresentada à Justiça e o processo está em fase de apresentação da defesa. Ou seja, a Justiça aguarda que a defesa se manifeste.

O prazo para que a defesa seja apresentada é de 10 dias contados a partir da data da intimação, que é 28 de março, mas esse prazo pode ser estendido.

Segundo o juiz Alfredo Gehring, da 2ª Vara Criminal, apesar de uma defensora pública ter sido nomeada para cuidar do caso, nada impede que Phelipe e Débora contratem um advogado no decorrer do processo.

Em nota para a reportagem do G1, Conte diz que o processo corre em sigilo de Justiça e não pode dar mais detalhes sobre a denúncia, mas afirmou que os pais são “cruéis e sádicos”.

“Monstros perversos e cruéis. Carrascos impiedosos da própria filha. Com razão Dostoiévski, que já afirmou ‘compare-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas’. Acreditarei até o fim que a própria maldade não deixará escapar aqueles que a cometeram”, disse.

Segundo relato do promotor ao G1, não há outros crimes no país com tamanha monstruosidade cometida contra uma criança.

“Depois de tantos crimes cruéis cometidos contra crianças nestes últimos anos que abalaram o povo brasileiro pensava eu que o mal e a perversidade tinha encontrado seu limite máximo. Posso somente falar que, sem sombra de dúvidas, não há precedentes na história brasileira de tamanha monstruosidade cometida contra uma frágil e doce criança”, diz.

“Um grau infame de violência física e psicológica nunca antes visto. Uma aflição que vai agonizando a alma a cada detalhe revelado dos crimes cometidos”, finaliza.

Exumação

Um laudo inicial apontou que a criança foi agredida várias vezes pelos pais durante quase um mês, até morrer no dia 2. Além disso, o documento aponta que Emanuelly morreu em decorrência de um traumatismo craniano e hemorragia cerebral.

Um médico legista e uma equipe da perícia técnica da Polícia Civil participaram do procedimento, que ocorreu no Cemitério São João Batista.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a um outro exame necroscópico. O laudo ainda não ficou pronto.

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