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Indígenas fecham parte da Esplanada dos Ministérios em protesto do Acampamento Terra Livre

Cerca de 4 mil pessoas marcham pelo centro de Brasília, segundo organizadores; PM estima público de 2,5 mil. Veja fotos.

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Indígenas de todo país, reunidos em Brasília para a 15ª edição do Acampamento Terra Livre, protestaram na Esplanada dos Ministérios nesta sexta-feira (26). Alguns chegaram a tirar a roupa e nadaram no espelho d’água do Palácio da Justiça.

Na água, eles cantaram, entoaram palavras de ordem e tomaram banho na cascata que cai do prédio que pertence à pasta do Ministro Sérgio Moro.

Segundo os organizadores, cerca de 4 mil pessoas participam da marcha que ocupou as seis faixas do Eixo Monumental; a Polícia Militar estimava público de 2,5 mil no início do ato. Os indígenas pedem a demarcação de terras e a “manutenção de direitos básicos”.

O Eixo Monumental – da Rodoviária do Plano Piloto sentido Congresso Nacional – foi interditado. A segurança na Esplanada foi reforçada desde uma semana antes do início do acampamento

O Acampamento Terra Livre, que é a maior conferência do Brasil sobre povos tradicionais, começou na terça-feira (23) e tem programação até esta sexta-feira (26). O tema, este ano é “Sangue indígena, nenhuma gota a mais”.

O grupo também é contrário à proposta de municipalização dos serviços de saúde e protesta contra medidas recentes, como mudanças na Funai– antes vinculada ao Ministério da Justiça.

Marcha

A marcha começou por volta das 9h. Com instrumentos musicais e munidos de arcos e flechas, os indígenas pararam, primeiro, na entrada principal do Ministério de Direitos Humanos. No local, eles pediram a “saída de ruralistas da Funai”.

“Protestamos pelo fortalecimento da saúde indígena e para que o ministro Sérgio Moro reencaminhe a Funai para o Ministério da Justiça. Não podemos permitir que a Funai permaneça sob o comando de ruralistas”, afirmou Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Segurança

Até o meio-dia, a PM não tinha registro de conflitos relacionados ao ato. A corporação montou um cordão de isolamento para impedir a passagem dos manifestantes para o gramado do Congresso Nacional. Grades também foram colocadas no local para que o grupo não se aproxime da entrada principal da Câmara Federal.

Com informações do G1

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