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Incêndios na Califórnia deixam 66 mortos e 631 desaparecidos

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Uma semana depois de dois gigantescos incêndios que seguem ativos no norte e no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, foram contabilizados 66 mortos e 631 desaparecidos, enquanto os bombeiros conseguiram ganhar algum terreno contra as chamas nas últimas horas.

.O condado de Butte, no norte do estado, afetado pelas chamas, batizado como “Camp Fire”, registra 63 mortes – sete novas hoje. O incêndio é o maior da história da Califórnia.

Incêndio, Califórnia, Malibu
Incêndio, Califórnia, Malibu, por REUTERS/Eric Thayer/Direitos Reservados

Esse número é mais que o dobro do que era registrado de manhã e quase cinco vezes maior que na quarta-feira (14).

Mais três mortes ocorreram em outro grande incêndio, que atinge o sul do estado, perto de Los Angeles, onde as autoridades declararam que não há informação de nenhuma pessoa desaparecida.

A maioria dos desaparecidos vive na cidade de Paradise, de 26 mil habitantes, e que foi completamente engolida pelas chamas.

A cidade se encontra aos pés da Sierra Nevada, em meio a um clima seco e ensolarado que, no último meio século, atraiu muitos aposentados, o que fez com que a população triplicasse em 50 anos.

A maioria das pessoas que aparece na lista de desaparecidos tem mais de 60 anos.

Os bombeiros conseguiram avançar durante as últimas horas até conter 40% da área afetada, depois de dois dias de trabalhos praticamente paralisados por causa das condições meteorológicas desfavoráveis.

De acordo com os cálculos mais recentes, o “Camp Fire” queimou um total de 10.321 edifícios (8.650 deles imóveis particulares) e arrasou 56.655 hectares.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, e o secretário de Interior americano, Ryan Zinke, visitaram nessa quarta-feira a área afetada e prometeram auxílio estadual e federal para ajudar nas tarefas de recuperação.

Os efeitos do fogo alcançam a área da Baía de San Francisco, de 7 milhões de pessoas e a 280 quilômetros de distância do incêndio. Desde quinta-feira há um aviso de alerta pela má qualidade do ar por causa da fumaça.

O Distrito de Gestão de Qualidade do Ar da região classifica a situação de “muito ruim para a saúde” e recomenda aos moradores que evitem sair às ruas na medida do possível e, quando tenham que fazê-lo, que usem máscaras de proteção, uma situação que se prevê até a próxima semana.

As pequenas partículas contidas na fumaça podem acumular-se nos pulmões e irritar o sistema respiratório, razão pela qual, embora o alerta seja extensivo a toda a população, grupos como crianças, idosos e os que sofrem com doenças respiratórias ou do coração são os que correm mais risco.

Diante dessa situação, as três universidades estaduais da área suspenderam as aulas e permanecerão fechadas durante o resto da semana.

Em paralelo ao “Camp Fire”, o incêndio do sul, que foi batizado como “Woolsey Fire” e começou também na quinta-feira passada muito perto de Los Angeles, queimou 39.800 hectares, e os bombeiros conseguiram contê-lo em 57%.

Apesar da origem dos incêndios continuar desconhecida e as autoridades manterem abertas as investigações, alguns dos afetados no norte apresentaram um processo contra a maior companhia provedora de gás e eletricidade do estado, a Pacific Gas & Electric Co. (PG&E).

A PG&E revelou, na semana passada, que detectou um “problema” em uma linha de alta tensão próxima à área onde se declarou o incêndio, apenas alguns minutos antes que começassem as chamas.

Incêndio, Califórnia, Malibu
Incêndio na Califórnia – Reuters/Eric Thayer/Direitos Reservados
Com informações da Agência Brasil

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