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Impressões, FIFA!

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A Fifa anunciou os Melhores do Ano no Futebol na  segunda-feira 24 de setembro, e pela primeira vez em 10 anos, o grande vencedor não foi Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi, e sim, Luka Modric. Para os brasileiros, a grande alegria ficou por conta de Marta, que com seu sexto título de Melhor do Mundo se torna a pessoa que mais vezes levou o maior troféu individual da Fifa.

Que Modric teve uma temporada dos sonhos ninguém duvida. A terceira Champions League seguida e o vice-campeonato da Copa do Mundo, tendo o croata como protagonista, são credenciais inquestionáveis. Resta saber se individualmente ele foi, de fato, melhor que Cristiano Ronaldo, que foi preterido até no prêmio de Gol mais Bonito, vencido por Mohamed Salah.

O tento de CR7 foi uma bicicleta na Champions League, contra a Juventus (cuja torcida se levantou para aplaudir em pé!) e no maior goleiro vivo, Gianluigi Buffon. Cês tão de brincadeira! É significativo que nem o português, nem Messi estivessem presentes à cerimônia na Suíça; o primeiro, talvez intuindo que não levaria, já que Modric já havia sido considerado o melhor do ano pela UEFA.

Também chama a atenção o ranking geral do The Best: 1º) Modric; 2º) Cristiano Ronaldo; 3º) Salah; 4º) Mbappé (!); 5º) Messi (!!); 6º) Griezmann; 7º) Hazzard; 8º) De Bruyne; 9º) Varane; 10º) Harry Kane. Ou seja, Neymar nem entre os dez ficou e Mbappé superou até Messi. Outro fato contestado é se Modric merecia ser o primeiro a quebrar o monopólio Messi-CR7. Xavi ficou em terceiro três vezes seguidas durante a hegemonia da dupla e Iniesta foi protagonista do título da Espanha em 2010. A dupla foi ainda responsável pelo brilhante ciclo tanto da Espanha bicampeã da Euro e campeã do Mundo quanto do Barcelona de Guardiola.

Isso sem contar com temporadas brilhantes de Snejider, Ribery e Robben. Já o premio da Marta coroa aquela que é a maior jogadora de futebol de todos os tempos. De seus seis títulos de Melhor do Mundo, cinco foram consecutivos, e no período em que ficou “na seca”, parecia ser indicada mais para dar peso a quem vencia. Agora, nossa Meryl Streep da bola voltou a vencer, aos 32 anos, conseguindo o que Cristiano Ronaldo almejava este ano. O pouco destaque dado a essa conquista é um triste retrato do estado em que se encontra o futebol feminino no Brasil.

Imagem: reprodução

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