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Glutamina e suas verdades

A glutamina tem várias funções muito importantes no organismo.

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glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular. É classificada como um aminoácido não essencial, uma vez que pode ser sintetizada pelo organismo a partir de outros aminoácidos. Nosso organismo também utiliza a glutamina para o transporte de amônia e nitrogênio pela corrente sanguínea, e é por esse motivo que é necessário manter sempre constante a quantidade de glutamina no sangue.

A glutamina tem várias funções muito importantes no organismo, entre elas:

  • É a principal carregadora da amônia produzida em nosso organismo. Ela é formada na reação entre o aminoácido glutamato e a amônia produzida nas reações químicas;
  • Está relacionada com as reações de produção de energia, ela atua como combustível para o sistema imune e para os enterócitos (células do intestino). Por ser uma das fontes de energia preferidas pelas células intestinais, 80% da glutamina consumida por via oral não chega a corrente sanguínea;
  • É um importante transportador de nitrogênio entre tecidos do nosso corpo;
  • Atua na síntese de glicogênio;
  • É indispensável para a síntese de glutationa;
  • Age no equilíbrio ácido/básico.
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Existem estudos científicos para dizer que a suplementação de glutamina pode ser efetiva para quem pratica exercícios, pacientes com câncer, portadores do vírus HIV e muitos estudos apontam que também é interessante para pessoas com problemas digestivos.

A suplementação da glutamina é importante principalmente para o sistema imunológico, pois ela é utilizada em altas taxas pelas células imunes e elas não possuem enzima necessária para produzir a glutamina. Consequentemente, o sistema imunológico é dependente da glutamina sintetizada e liberada pelo músculo esquelético (massa muscular/músculo), para assim, satisfazer suas necessidades.

A intensidade do exercício pode diminuir as taxas de glutamina liberadas pelo músculo e ou aumentar a taxa de captação da mesma por outros órgãos e tecidos (fígado e rins), assim, diminuindo a disponibilidade de glutamina para o sistema imunológico.

Hoje os estudiosos já sabem que o efeito do exercício sobre a disponibilidade da glutamina está fortemente relacionado com o tempo de duração e a intensidade do mesmo.

Em exercícios de alta intensidade e curta duração, estudos têm demonstrado aumento ou nenhuma alteração na glutamina circulante, portanto não há necessidade de suplementação de glutamina.

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No entanto, em exercícios de média e alta intensidade feitas por um tempo maior, há pesquisas mostrando a diminuição substancial da glutamina circulante durante o exercício. Inclusive, ela continua caindo por algum tempo após o termino da atividade física. A concentração de glutamina no plasma ser reduzida em até 23% após os exercícios. Esta redução de glutamina pode levar a uma insuficiência do sistema imune, o que ocasiona o aparecimento mais frequente de infecções do trato respiratório superior (nariz, faringe e laringe).

A suplementação de glutamina neste tipo de exercício, em 81% dos casos, foi efetiva na redução do aparecimento de infecções do trato respiratório superior. Apesar dos resultados apresentados, a conclusão é que não há evidencias suficientes para que a suplementação seja recomendada como 100% efetiva.

Por isso, sempre procure a orientação de profissionais adequados, devidamente certificados, para que possam lhe orientar, de forma correta e coerente sobre o assunto em questão.

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