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Fisco paulista investiga fraudes em postos de combustíveis

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O objetivo da operação visava coletar informações mais precisas dos estabelecimentos em loco. Segundo a Secretaria, as fraudes foram localizadas a partir da análise de notas fiscais emitidas pelos estabelecimentos.
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo deflagrou sexta-feira a operação Tanque Seco que apura práticas fraudulentas envolvendo operações de compra e venda de etanol, gasolina e diesel por postos de combustível durante a greve dos caminhoneiros, que ocorreu entre os meses de maio e junho deste ano. Ao todo, 168 fiscais vistoriaram 85 postos de gasolina suspeitos em todo o Estado. Até ontem, 25 estabelecimentos tinham sido lacrados e cerca de 6 milhões de litros de gasolina, diesel e etanol estavam sob investigação. Das vinte cidades da Região, apenas Campinas e Americana foram vistoriados pelos agentes do Estado.
O objetivo da operação visava coletar informações mais precisas dos estabelecimentos em loco. Segundo a Secretaria, as fraudes foram localizadas a partir da análise de notas fiscais emitidas pelos estabelecimentos. A Fazenda, por meio disso, identificou diferenças brutais entre o volume de combustível que chegaram e eram vendidos. De acordo com o inspetor fiscal Edgar Kishida, que coordena parte da operação na capital, os postos que tinham indícios mais consistente de fraudes tiveram a inscrição estadual suspensa e, com isso, não podem mais comercializar os combustíveis. “Nós verificamos que muitos postos tiveram uma aquisição muito pequena de combustível, porém apresentavam uma grande diferença do volume de entrada e saída. Em um caso extremo, teve posto que não adquiriu nenhum combustível, mas, mesmo assim, o comercializava. Isso nos acendeu um indício grande de fraude”, explicou.
Segundo estimativas do Estado, a perda da arrecadação prevista entre maio e junho foi da ordem de R$ 257 milhões, sob impacto da paralisação dos caminhoneiros. Esse valor, no entanto, inclui outros setores da economia, não só os diretamente influenciados pela mobilização. “A partir dessa coleta, vamos analisar o que pode ter acontecido. Num caso extremo, pode até ocorrer a cassação definitiva do estabelecimento”, afirmou Kishida.
Greve
Desde que a Petrobrás iniciou sua nova política de preços para os combustíveis, em 3 de julho do ano passado, até o primeiro dia da greve dos caminhoneiros, o óleo diesel teve alta de 56,5% na refinaria, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O valor passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488 (sem contar os impostos). O aumento acompanhou a cotação do petróleo no mercado internacional, exatamente a intenção da estatal. Mas, para os caminhoneiros, essa elevação dos preços encareceu os custos da atividade, ao ponto de no dia 21 de maio, a categoria realizar protestos que paralisaram as rodovias no País, culminando com o desabastecimento de produtos e de combustível nas cidades.  Com informações do Correio Popular/RAC
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