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Família de menino morto no Metrô será ouvida pela polícia na próxima semana em SP

O número de invasões a vias do Metrô subiu quase 20% neste ano na comparação com 2017. Neste ano já foram 1.025 casos contra 862 do ano passado.

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A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte de um menino Luan, de 3 anos, que entrou numa área restrita, dentro do túnel da estação Santa Cruz, da Linha 1 – Azul do Metrô neste domingo (23). O número de invasões a vias do Metrô subiu quase 20% neste ano na comparação com 2017.

Durante todo o ano passado, foram 862 invasões. Neste ano, até esta quinta-feira (27), foram 1025. Entre as ocorrências, tem caso de passageiro que pula nos trilhos para pegar o celular que caiu ou até mesmo para tirar selfie.

Sobre a morte do menino Luan, a polícia ainda espera os resultados da perícia e os laudos necroscópicos para entender como o garoto morreu.

Os depoimentos já estão sendo tomados na delegacia do Metropolitano. Os investigadores continuam buscando testemunhas que estavam dentro do vagão e na plataforma. A família do menino Luan só deve ser ouvida na semana que vem.

A polícia já tem imagens das câmeras de segurança. O delegado responsável pelo caso diz que não vai divulgá-las até que a investigação seja encerrada. Mas contou que as câmeras do vagão mostram bem o que aconteceu e o pânico da família e dos passageiros. Tanto que ninguém se lembrou de acionar o botão de emergência para parada imediata do trem.

A mãe do menino, Lineia, o sogro, o marido Edmilson e três filhos estavam numa composição da linha 1 – Azul. Quando o trem esvaziou na estação Santa Cruz, Lineia se levantou para sentar perto do sogro e do marido.

“Quando eu fui pegar a bolsa, desci ele do meu colo, aí na hora que eu fui levantar que ele passou na porta, a porta já tinha apitado, como ele era pequenininho deu tempo de ele passar, a porta fechou, eu desesperei, comecei a gritar. Todo mundo ficou desesperado dentro do vagão gritando para Metrô, e não conseguiu parar.”

A polícia acredita que o menino tenha saído correndo atrás da mãe e acabou entrando numa área restrita, dentro do túnel. Na estação seguinte, na Praça da Árvore, a segurança foi acionada pelos pais de Luan. Os agentes do Metrô encontraram o menino com ferimentos na cabeça. Ele foi socorrido mas não resistiu.

“Deve ser que depois quando o trem foi embora que o trem pegou velocidade, ele deve ter falado: vou seguir minha mãe, minha mãe foi nessa direção, vou achar ela. Aí foi quando ele foi embora e outro Metrô pegou ele.”

O Metrô considera o caso uma fatalidade, e diz que a instalação de portas de segurança nas plataformas, como as que têm na Linha Amarela, poderia ter evitado o acidente. Uma licitação está em andamento, e a instalação de todas as 88 fachadas de vidro deve levar cinco anos.

Com informações do G1

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