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Em carta, Bento XVI defende sua decisão de renunciar

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Ratzinger renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2013.

papa emérito Bento XVI defendeu sua decisão de renunciar ao cargo de líder da Igreja Católica em duas cartas particulares escritas em novembro do ano passado, reveladas pela imprensa internacional nesta quinta-feira (20).

Nos documentos, Joseph Ratzinger disse compreender “a profunda dor” que o final de seu pontificado provocou nos cardeais e em outros católicos. Mas ele também advertiu que, em alguns, a dor “se tornou uma raiva que não mais só me dirige, mas a minha pessoa e meu pontificado como um todo”.

Bento XVI ainda se referiu às críticas que recebeu por usar o título de “Papa Emérito” e ressaltou que “deste modo o próprio pontificado está sendo desvalorizado em combinação com a tristeza pela situação da Igreja hoje”.

De acordo com o jornal alemão “Bild”, o religioso defendeu sua decisão escrevendo que se um cardeal conhecesse “um caminho melhor” para suas ações “e, portanto, acredita que pode julgar o que eu decidi, então, por favor, me diga”.

A publicação afirma que as cartas foram enviadas em novembro de 2017, a um cardeal alemão, não identificado. No entanto, o norte-americano “The New York Times” diz que o destinatário é o cardeal Walter Brandmüller.

Em outubro do ano passado, Brandmüller foi entrevistado e expressou sua preocupação com a ideia de um “papa emérito”, algo que “não existe em toda a história da Igreja”. Ainda segundo o jornal alemão, as duas cartas particulares de Bento XVI seriam uma resposta a esses comentários. Ratzinger renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2013. O anúncio foi feito durante uma reunião no Vaticano que comemorava o aniversário do Tratado de Latrão. Em seu discurso, ele afirmou que estava “cansado” e que não tinha condições de saúde favoráveis para continuar como Papa.

Imagem: Reprodução

Com informações da ANSA

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