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Duração média de falta d’água na RMC chega a 15 horas e meia, diz estudo

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A duração média de falta d’água nas cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) chega a 15 horas e meia, segundo o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, divulgado pelo Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS). Esse é o tempo atribuído a Campinas pelo estudo. Em seguida, aparecem Jaguariúna (SP) e Pedreira (SP), com tempos médios de duração de 15h e 9 horas, respectivamente.

O SNIS é um órgão da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. O levantamento foi divulgado em fevereiro, tem como base o ano de 2016 e não engloba municípios da região atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) – Hortolândia, Itatiba, Monte Mor, Morungaba e Paulínia.

Morador de Campinas (SP) abre registro de torneira para comprovar falta d'água (Foto: Reprodução EPTV)

Morador de Campinas (SP) abre registro de torneira para comprovar falta d’água (Foto: Reprodução EPTV)

As cidades com os menores tempos foram Artur Nogueira, com duração média de 45 minutos, e Nova Odessa – uma hora e meia.

Para o cálculo, segundo nota explicativa do diagnóstico, foi considerada a soma das durações das paralisações. Esse valor foi dividido pela quantidade de paralisações no sistema.

Como paralisação, o SNIS considera “uma interrupção no fornecimento de água ao usuário pelo sistema de distribuição, por problemas em qualquer das unidades do sistema de abastecimento, desde a produção até a rede de distribuição, que tenham acarretado prejuízos à regularidade do abastecimento de água”. A definição inclui, dentre outras, as interrupções decorrentes de reparos e queda de energia.

Tempo médio de duração das paralisações na rede de água de Campinas

Cidade Horas/ paralisação
Americana Não divulgado
Artur Nogueira 0,75
Campinas 15,50
Cosmópolis 7,00
Engenheiro Coelho 8,00
Holambra Não divulgado
Indaiatuba Não divulgado
Jaguariúna 15,00
Nova Odessa 1,50
Pedreira 9,12
Santa Bárbara D Oeste 6,00
Santo Antônio de Posse 6,00
Sumaré 6,00
Valinhos 7,29
Vinhedo Não divulgado

O que dizem as prefeituras?

G1 questionou os serviços de saneamento das três cidades com os maiores tempos médios a respeito dos índices apontado.

Por meio de assessoria de imprensa, a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) apontou que o levantamento não reflete a realidade porque o órgão vem ampliando um programa de troca de rede desde 2014 e que, parte das interrupções no abastecimento são para melhorias na prestação do serviço. Desde o início deste programa, já foram trocados 375 quilômetros de tubulação, acrescenta. A empresa cita que passou de 30 quilômetros de rede trocados por ano para 70.

No site da empresa é possível checar as manutenções programadas. A próxima está prevista para a próxima quarta-feira (18), com duração prevista de nove horas (das 8h às 17h). O motivo é a interligação de redes e as regiões afetadas serão Jardim São Judas Tadeu, Jardim Maringá, Jardim Marialva, Jardim Ouro Preto, Jardim Uruguai e Núcleo Residencial Cidade Satélite Íris.

Funcionários da Sanasa trabalham em obra para substituição de adutora em avenida de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Funcionários da Sanasa trabalham em obra para substituição de adutora em avenida de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) da Prefeitura de Jaguariúna contestou os dados . “Os trabalhos de reparo de rompimentos de adutoras levam, em média, 5 horas no máximo, e a paralisação de água nunca afeta 100% da cidade, ou seja, a falta de água é setorizada, apenas em locais específicos”, argumentou.

A autarquia destacou que tem como princípio de trabalho realizar manutenções no mínimo tempo possível e, ainda, que iniciou apuração interna para identificar as razões que levaram à “divulgação de números totalmente equivocados” .

Em nota, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Pedreira informou que as interrupções “se devem muito à topografia do município, onde a água tratada é distribuída de maneira pressurizada (bombeada) para atingir os bairros mais altos”, e que isso contribui muito para quebra de redes.

“Algumas medidas tomadas para amenizar esses índices são as instalações, de maneira estudada, de Válvulas Reguladoras de Pressão em pontos para minimizar os vazamentos sem prejudicar o abastecimento para os consumidores, substituição de redes de amianto e ferro nos bairros mais antigos através de convênio com o Fehidro (em andamento em sua fase de documentação) e construção de reservatórios em pontos estratégicos para diminuição da pressão em toda a rede”, acrescentou.

O órgão salientou que as equipes sempre trabalham para realizar os serviços de correção de vazamentos com a maior rapidez possível. Com informações do G1

Imagem de capa:Reprodução/Correio Popular/RAC

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