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Cidades mais populosas da RMC descartam reduzir tarifa de ônibus apesar de diminuição no valor do diesel

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Sete das dez cidades mais populosas da região de Campinas (SP) descartam reduzir o valor da tarifa do transporte público, embora o governo federal tenha determinado redução de R$ 0,46 no preço do diesel vendidos em postos, como uma das medidas para colocar fim à greve dos caminhoneiros.

O repasse do desconto começou a chegar parcialmente às bombas neste mês. O desconto incide sobre o valor praticado pelos comércios em 21 de maio, data em que o ato dos motoristas começou, e a diferença tem seguinte composição: R$ 0,30 são subvenção do governo (compensará a Petrobras) e R$ 0,16 resultam do fim da incidência dos tributos Cide e da redução de PIS-Cofins.

Entre os municípios que descartam o desconto estão Americana, Campinas, Hortolândia, Limeira, Mogi Guaçu, Sumaré e Valinhos. Veja, abaixo, o que diz a administração de cada município.

Economia instável

O economista Roberto Brito de Carvalho, da PUC-Campinas, afirma que as tarifas do transporte público devem ser mantidas pelas empresas, uma vez que o preço máximo estabelecido pelos postos será válido, a princípio, por dois meses. Além disso, ele reforça que o quadro econômico segue instável no país e os próprios contratos costumam ser reajustados em períodos mais longos.

“Não há expectativa de redução. Normalmente, os contratos preveem minimamente um tempo de reajuste, assim como elas [empresas] não podem solicitar aumentos, no momento de situação contrária não é razoável a redução do valor […] A tendência é no processo de revisão tarifária, aí sim perdas e ganhos devem ser considerados, mas isso a longo prazo se a mudança permanecer.”

Segundo ele, fatores como preço do petróleo e desvalorização cambial provocam impactos no setor, e o setor de transportes também precisa considerar gastos com mão de obra e veículos. “Poderia ser diferente [redução da tarifa] se houvesse uma mudança abrupta no quadro.”

Motoristas em posto de Campinas, durante greve dos caminhoneiros (Foto: Jade Castilho / G1)

Motoristas em posto de Campinas, durante greve dos caminhoneiros (Foto: Jade Castilho / G1)

Americana

De acordo com a administração, não há tratativas para redução no preço da passagem, estipulada em R$ 4 desde janeiro. Segundo a assessoria, não há subsídio para o serviço.

Campinas

A Emdec, empresa responsável por fiscalizar o trânsito na metrópole, explicou que a variação do diesel é um dos componentes considerados no estudo tarifário realizado anualmente e, por isso, ainda não há previsão para mudança nos valores atuais. O reajuste mais recente foi em janeiro.

“Desse modo, é possível pontuar a variação de preço nos 12 meses, com quedas e altas; e quanto essa variação irá impactar no estudo tarifário que definirá o novo valor da tarifa. Tradicionalmente, as recomposições da tarifa de ônibus ocorrem em janeiro de cada ano”, diz texto.

Atualmente, o valor cobrado paga quem faz pagamento em dinheiro, QR Code ou vale-transporte é de R$ 4,70, enquanto o valor diminui para R$ 4,30, quando há uso do Bilhete Único Comum. Durante o primeiro semestre deste ano, a Prefeitura determinou subsídio total de R$ 30 milhões para as empresas, com objetivo de “manter equilíbrio econômico-financeiro do sistema.”

Passageiros enfrentam fila para entrar no ônibus em Campinas (Foto: Johnny Insesperger/EPTV)

Passageiros enfrentam fila para entrar no ônibus em Campinas (Foto: Johnny Insesperger/EPTV)

Hortolândia

A administração diz que não há previsão de reajuste no valor da tarifa, atualmente em R$ 4,20 para dinheiro e de R$ 4 para usuários do Bilhete Único. A assessoria alega que o diesel estava em R$ 3,08 quando o reajuste mais recente foi aplicado, em dezembro de 2017, e o valor atual está em R$ 3,10, apesar das medidas anunciadas pelo governo federal. O subsídio é de R$ 400 mil na cidade.

Limeira

A Prefeitura resumiu que não há previsão para mudança no valor da tarifa – atualmente em R$ 4 (comum). Até esta publicação, porém, a assessoria não confirmou qual subsídio mensal do serviço.

Mogi Guaçu

A redução do preço do diesel, informou o governo, não implicará em redução da tarifa porque ela está defasada. Os valores são de R$ 4,10 na catraca, R$ 4 no cartão e não há subsídio. “A Prefeitura deve abrir nova licitação do transporte coletivo ainda este ano”, diz texto da administração.

Sumaré

Em nota, o governo alegou que o valor atual está adequado à manutenção do equilíbrio necessário do contrato. “Todos os estudos necessários à oportuna adequação da tarifa estão em curso.”

Valinhos

A inexistência de perspectiva para redução na tarifa, de acordo com o governo municipal, ocorre porque os valores aplicados são as médias verificadas em meses anteriores – intervalo entre os últimos dois reajustes, o mais recente em fevereiro. O valor atual é de R$ 4,20, e não há subsídio.

Incógnita

A Prefeitura de Indaiatuba (SP) destacou que o valor da tarifa está em análise, mas porque um novo processo licitatório deve ser aberto até sexta-feira (22). O valor é de R$ 3,50 desde novembro de 2015, e de acordo com a assessoria da administração, atualmente não há subsídio.

Sem respostas

Santa Bárbara d’Oeste não comentou sobre a política de reajuste até esta publicação. Com informações do G1

Imagem de capa:Reprodução

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