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Campinas: Professores e estudantes fazem ato no Centro contra corte de verbas da Educação

Atos contra decisões do governo Jair Bolsonaro começaram no início da manhã desta quarta-feira (15). Mais de 6 mil pessoas participam, segundo organizadores. PM fala em 1 mil.

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Estudantes e professores se reúnem na região central de Campinas (SP) nesta quarta-feira (15) contra o corte de verbas na Educação anunciado pelo governo Jair Bolsonaro. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos mil pessoas participam da manifestação. Organizadores falam em 6 mil.

Segundo o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse) a maioria das escolas estaduais da região suspendeu as aulas, assim como a Unicamp que teria três setores paralisados. A universidade afirma que as atividades essenciais estão mantidas. Veja a lista de adesão ao movimento informada pelo sindicato no fim da reportagem.

“É um protesto marcante. É o primeiro ato de força de resistência à política do Bolsonaro, que neste momento se manifesta num ataque à Educação. […] Isso faz com que o governo sinta o baque da resposta à população, do quanto as suas políticas têm trazido descontentamento”, afirma João Raimundo Mendonça de Souza, do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU).

Manifestantes contra corte de verbas da Educação no Largo do Rosário em Campinas. — Foto: Luciano Calafiori/G1

Manifestantes contra corte de verbas da Educação no Largo do Rosário em Campinas. — Foto: Luciano Calafiori/G1

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) orientou, por nota enviada à imprensa, que todas as escolas estaduais estejam abertas nesta quarta. Veja a nota na íntegra no fim da reportagem.

O público – universitários, secundaristas, educadores, representantes de entidades de classe e sindicatos – se concentrou no Largo do Rosário e tomou parte da Avenida Francisco Glicério, bloqueando o trânsito de veículos.

Ônibus e outros veículos seguem pela contramão na Avenida Francisco Glicério por conta do protesto contra medidas da Educação, em Campinas. — Foto: Luciano Calafiori/G1

Ônibus e outros veículos seguem pela contramão na Avenida Francisco Glicério por conta do protesto contra medidas da Educação, em Campinas. — Foto: Luciano Calafiori/G1

Sindicalistas e entidades discursam contra as ações do governo federal. Os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do Centro.

No início da manhã, estudantes bloquearam uma das faixas da Avenida Guilherme Campos, via de acesso para os campi da Unicamp e PUC-Campinas. Cerca de 30 estudantes levaram faixas e cartazes e sentaram no chão durante o protesto. O trânsito ficou lento na Rodovia Dom Pedro I.

Atos na região

Em Paulínia (SP), funcionários da Replan, a maior refinaria da Petrobras, atrasaram a entrada para a troca de turno em cerca de duas horas, também como manifestação contra as medidas do Ministério da Educação.

Em Hortolândia (SP), estudantes da ETEC e do Instituto Federal saíram em passeata em direção à Praça da Matriz, mas depois devem seguir para a Prefeitura.

Contingenciamento na Educação

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam corte de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o corte é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O corte poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

Adesão de escolas estaduais, segundo Afuse

Valinhos

  • E.E. Prof. Américo Belluomini 80%
  • E.E. José Leme do Prado 80%
  • E.E. Prof. Cyro Barros de Rezende 100%

Campinas

  • E.E. Vitor Meireles 100%
  • E.E. Eduardo Barnabé 95%
  • E.E. Profa. Adriana Cardoso
  • E.E. Gustavo Marcondes 70%
  • E.E. Francisco Álvares 90%
  • E.E. Conceição Ribeiro 50%
  • E.E. Hilton Frederich 70%
  • E.E. Miguel Vicenti Cury 70%
  • E.E. 31 de Março 70%
  • E.E. Francisco de Assis 98%
  • E.E. Veneranda 95%
  • E.E. Carlos Gomes 70%
  • E.E. Conjunto Habitacional Vida Nova III 100%
  • E.E. Prefeito Magalhães Teixeir 100%
  • E.E. Maria Julieta 100%
  • E.E. Marcelino Velez 50%
  • E.E. MAJU 100%
  • E.E. Antonio Carlos Lehman 100%
  • E.E. Charbonneau 80%
  • E.E. Elvira Muraro 75%
  • E.E. Cláudia Francisco da Silva 80%
  • E.E. Felipe Cantúsio 95%
  • E.E. Tomás Alves 99%
  • E.E. Luiz Galhardo 40%
  • E.E. Jd. Marisa 70%

Monte Mor

  • E.E. Mario Covas 95%
  • E.E. Elias Massud 50%

Sumaré

  • E.E. Wadih Jorge Maluf 100%
  • E.E. Marianina de Rosis Moraes 90%
  • E.E. Prof. Antônio Zanluchi 70%
  • E.E. Liomar Freitas Camara 100%
  • E.E. Maria de Lourdes Martins 100%
  • E.E. Prof. Maria Ivone Martins Rosa 100%
  • E.E. Jeny Bonadia 85%
  • E.E. Yasuo Sasaki 100%

Demais categorias

  • Escolas Municipais de Valinhos
  • Escolas Municipais de Vinhedo
  • Unicamp – três setores paralisados
  • Etecap 50%
  • Etec Bento Quirino 95%
  • Etec Hortolância (Ensino Médio) 100%
  • IF Hortolândia 100%

Nota da Secretaria de Educação do Estado de SP

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) orientou que todas as escolas estaduais estejam abertas nesta quarta-feira (15). A pauta de mobilização é nacional e não está direcionada à Seduc-SP. A Pasta acredita no compromisso dos professores com os alunos. Todas as 91 diretorias de ensino devem acionar, mediante necessidade, os professores eventuais do cadastro para substituição”.

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