Z1 Portal de Notícias
Site de notícias de indaiatuba e região.

Campinas: Professor é agredido após suposta ofensa contra aluno transexual em escola técnica

4
Confusão ocorreu na Etec Conselheiro Antonio Prado. Caso foi registrado como lesão corporal e injúria no 5º DP e Centro Paula Souza defende capacitações sobre questões de gênero.

Um professor de química da Escola Técnica (Etec) Conselheiro Antonio Prado, em Campinas (SP), foi agredido fisicamente por um aluno nesta quarta-feira (14), de acordo com o Centro Paula Souza. A confusão no Jardim Santa Mônica teria começado após o jovem chegar atrasado e entrado sem permissão, após pular um muro. Na sequência, de acordo com testemunhas, o estudante, que é transexual, reagiu após se sentir ofendido ao ser tratado pelo educador no feminino.

“Sou um homem trans, ele [professor] sabe desde sempre que o pronome é masculino e foi estopim para o surto. Eu agredi ele, acabei dando um soco no ombro”, contou o jovem, que alega ter sido chamado de “nervosinha”. “Não concordo com a violência, mas por conta do surto não foi algo que controlei na hora”, admitiu o estudante após narrar que atrasou cinco minutos.

“O professor chamou ele de forma feminina, chamou de ‘brava’ […] Acho que está tudo errado, porque o aluno deve respeito ao professor, e o professor com o aluno”, falou um aluno de 16 anos à EPTV, afiliada da TV Globo. Outra estudante diz que observou a confusão após ouvir uma gritaria.

“A gente descobriu que ele entrou fora do horário permitido e começaram a barrar ele. Ele ficou revoltado e disse que ninguém podia impedir ele. Ele começou a ficar muito estressado e, depois de um tempo, o coordenador apareceu e disse: ‘Você está muito estressada’, e foi quando ele chamou o aluno de maneira errada, já que ele é trans”, contou a aluna de 17 anos à reportagem.

O que diz a escola?

Por meio de assessoria o Centro Paula Souza destacou que o docente trabalha no local desde 1988 e não há registro de reclamações contra ele. “É importante ressaltar que no boletim de ocorrência também consta que uma funcionária da Etec foi agredida verbalmente pelo mesmo estudante.”

Além disso, a unidade destacou que a adoção de nome social é uma “experiência consolidada” nas Etecs e são frequentes as capacitações e a atividades sobre questões de gênero para professores e outros servidores “A mais recente, o seminário Gênero na Escola, ocorreu na semana passada […] A situação do estudante está sendo tratada diretamente com os responsáveis”, complementa texto.

Investigação

A Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP) informou, por meio de assessoria, que o caso foi registrado como ato infracional de lesão corporal e injúria no 5º Distrito Policial. Além disso, destacou que ele deve ser analisado pela Vara da Infância e Juventude.

Imagem: Reprodução

Com informações do G1

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.