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Bancos digitais querem o fim do oligopólio dos bancos no Brasil

A ideia central é que os dados bancários pertencem aos clientes, e não aos bancos, e assim os clientes têm o direito de compartilhar esses dados com outras empresas, como as fintechs, sem comprometer a privacidade e a segurança.

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Os bancos digitais (conhecidos como fintechs), ou seja, empresas que oferencem serviços bancários pela internet, querem o fim do oligopólio e da concentração gigantesca dos serviços bancários no Brasil. Atualmente mais de 80% dos serviços bancários estão nas mãos de 5 bancos no Brasil, o que é uma das maiores concentrações bancárias do mundo.

A concentração bancária faz do Brasil um dos países com as taxas bancárias mais caras do mundo e coloca 60 milhões de brasileiros do lado de fora dos serviços bancários.

Para estimular o desenvolvimento do mercado de crédito e trazer mais competitividade ao setor financeiro, os bancos digitais criaram há 3 anos a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD). Para a entidade, o modelo de sistema financeiro concentrado em poucas instituições está chegando ao esgotamento no mundo todo.

No Brasil, as ineficiências desse modelo encarecem demais o crédito e estimulam o aumento da inadimplência, que hoje atinge mais de 60% da população economicamente ativa

A associação lembra que o Brasil tem a segunda maior taxa de juros reais do mundo. “Os bancos argumentam que os juros são altos porque a inadimplência é elevada. Independentemente da causa dessa situação, é necessário substituir com urgência esse modelo, que pune o bom pagador com juros altos para compensar o prejuízo causado pelo mau pagador, e abrir espaço para novas empresas que ampliarão a competição”, esclarece.

A ABCD defende uma solução rápida capaz de enfrentar a concentração, estimular a concorrência e baixar os juros reais. Um passo importante para incentivar a concorrência foi a regulamentação dos bancos digitais (as fintechs de crédito) pelo Banco Central, ocorrida em abril de 2018.

Outra iniciativa relevante foi o anúncio, no final do ano passado, da proposta do Banco Central para regulamentação do chamado ‘Open Banking’ no Brasil. O Open Banking muda a forma como as pessoas utilizam serviços financeiros.

A ideia central é que os dados bancários pertencem aos clientes, e não aos bancos, e assim os clientes têm o direito de compartilhar esses dados com outras empresas, como as fintechs, sem comprometer a privacidade e a segurança.

O ‘open banking’ (ou banco aberto) permite que o cliente possa usar suas informações bancárias com outras empresas. Para a associação dos bancos digitais, é como se o mercado financeiro fosse um supermercado, onde as pessoas entram com seu carrinho e escolhem nas prateleiras os produtos da marca, preço e qualidade de sua preferência.

“Mais competição equivale a mais eficiência, maior variedade de produtos e melhor experiência do consumidor – que não precisa apresentar documentos com firma reconhecida, ou provar sua capacidade de pagamento ou idoneidade. Todas as operações são realizadas por meio de aplicativos instalados no smartphone. Sem sair de casa ou do trabalho, a pessoa pode usufruir dos principais benefícios do Open Banking”, defente a ABCD.

O Open Banking já é realidade na União Europeia, na Inglaterra e no Canadá. E está em fase de regulamentação em diversos outros países, como Austrália, México e Singapura.

O objetivo é de definir um modelo de Open Banking muito simples, online, em tempo real e gratuito. Na visão da ABCD, o Open Banking beneficia a população, o mercado de crédito e a economia.

O correntista pode manter sua conta no banco do qual já é cliente, mas optar pelo cartão de crédito de outra instituição, ou buscar financiamento junto a quem oferecer as melhores taxas, ou ainda usar os serviços de um terceiro para análise de sua movimentação financeira e auxílio na programação das datas de compras, pagamentos ou aplicações. Com informações da Carta Campinas.

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