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Araçariguma: Caso Vitória, polícia prende traficante suspeito de envolvimento no crime

Adolescente de 12 anos desapareceu ao sair de casa para andar de patins e foi encontrada morta oito dias depois, em Araçariguama (SP). Outros três acusados estão presos em Tremembé aguardando a manifestação do Ministério Público.

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A Polícia Civil de Araçariguama (SP) prendeu nesta terça-feira (21) o quarto suspeito de envolvimento na morte da estudante Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos. Em junho de 2018, a menina saiu de casa para andar de patins e foi encontrada morta oito dias depois em um matagal.

Segundo a polícia, o homem detido mora em Itapevi (SP) e comanda o tráfico de drogas na região de Araçariguama. Outras quatro pessoas foram presas suspeitas de trabalhar para ele.

A identificação dele como suposto mandante do crime foi possível em função de características passadas por uma testemunha protegida em depoimento ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

inquérito que investigou a morte da adolescente contém 1.774 páginas e foi encaminhado à Justiça no ano passado. Dias depois, a Polícia Civil abriu um segundo inquérito para realizar buscas pelo suspeito de integrar a cúpula do tráfico de drogas na região.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Bruna Racca, uma denúncia anônima informou detalhes sobre o suspeito, conhecido no tráfico como “irmão Nicolas”, “Gustavo” e “Bryan”. Ele também havia sido citado por moradores da cidade e reconhecido por testemunhas em imagens.

A prisão foi realizada no bairro Jardim Brasil, em Araçariguama. Os policiais constataram que o suspeito comandava também os pontos dos bairros Terra Baixa e Nova Tigrão. Ele estaria recolhendo dinheiro de drogas quando teve o carro parado por policiais civis.

A policia fez buscas na casa dele e encontrou um revólver com numeração raspada, munição e o notebook dele.

Odilan Alves, de 35 anos, confessou ser chefe nos pontos do Jardim Brasil e afirmou que abastece os locais. Ele teve o mandado de prisão temporária expedido por 30 dias e será levado para a cadeia transitória de São Roque.

Odilan pode responder por tráfico de drogas, associação criminosa e também pela morte de Vitória Gabrielly ao fim do inquérito.

Processo

Na época do crime, a polícia apurou que Vitória foi raptada por engano para que uma dívida de drogas fosse quitada. A menina teria sido morta depois que os criminosos perceberam que estavam com a pessoa errada.

Os outros três acusados de envolvimento no homicídio, o servente de pedreiro Bruno Ergesse e o casal Bruno Oliveira e Mayara Abrantes, estão preso em Tremembé, no Vale do Paraíba (SP), enquanto o processo corre pela comarca de São Roque (SP). Os três já foram ouvidos em audiência e negaram os crimes.

O processo está em segredo de Justiça e aguarda a manifestação do Ministério Público. Todos devem ir a júri, mas a defesa de Júlio contesta o envolvimento dele, que chegou a dar várias versões sobre o caso

Em abril deste ano, o chefe da investigação de Araçariguama e um dos responsáveis pelo caso, Marcos Pereira Gomes, conhecido como Marcão, morreu ao sofrer um infarto na academia, em São Roque. Ele tinha 44 anos e estava à frente da equipe que localizou Odilan.

Relembre o caso

caso comoveu o país em junho de 2018, quando a estudante de 12 anos saiu para andar de patins, perto do Ginásio Municipal de Araçariguama, e sumiu.

O desaparecimento da menina mobilizou buscas de moradores e policiais pela região. O corpo foi localizado no dia 16 de junho, em uma mata. Dias depois do crime, um morador de Mairinque procurou a polícia e disse que Júlio havia contado para ele que esteve com o casal e a menina achada morta.

A informação desdobrou a investigação e identificação dos três réus, que também moravam em Mairinque, cidade vizinha de Araçariguama.

Segundo a polícia, a menina foi morta por engano. O depoimento de uma testemunha ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa foi decisivo para que fosse descoberta a motivação do crime.

O homem disse aos policiais que devia cerca de R$ 7 mil a um traficante e que, por isso, estava recebendo ameaças de morte.

A testemunha afirmou ainda que tem uma irmã com as mesmas características de Vitória Gabrielly e que sabia que o traficante para quem devia costumava punir integrantes das famílias dos devedores.

Com informações do G1

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