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A pedido de força-tarefa, Vale afasta mais 10 funcionários

No último sábado (2), a companhia já havia comunicado o afastamento voluntário de três diretores e do presidente da companhia.

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A Vale informou nesta sexta-feira (8) o afastamento de dez funcionários citados em recomendação da força-tarefa que investiga o rompimento da barragem de Brumadinho, no fim de janeiro. A decisão foi tomada pela diretoria da mineradora em reunião na quinta (7).

No último sábado (2), a companhia já havia comunicado o afastamento voluntário de três diretores e do presidente da companhia, Fabio Schvartsman. A saída deles também foi pedida pela força-tarefa e negociada com o conselho de administração da companhia.

A força-tarefa formada pelas Procuradorias federal e de Minas Gerais e pela Polícia Federal pediu ao todo o afastamento de 14 pessoas. Além de Schvartsman, já deixaram os cargos os diretores Peter Poppinga, Lúcio Cavalli e Silmar Magalhães, todos os três responsáveis por operações de minério de ferro.

Dentre os dez afastados nesta quinta, sete foram presos no dia 15 de fevereiro e liberados 13 dias depois: Joaquim Pedro de Toledo, Cristina Heloiza da Silva Malheiros, Renzo Albieri Guimarães Carvalho, Arthur Bastos Ribeiro, Alexandre de Paula Campanha, Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo e Felipe Figueiredo Rocha.

Os outros três são Cesar Augusto Paulino Grandchamp, Washington Pirete da Silva e Rodrigo Artur Gomes de Melo, que era gerente executivo do complexo Paraopeba, onde fica a mina Córrego do Feijão. O restante está ligado à área de geotecnia da mineradora.

Em nota, a Vale disse que o afastamento dos funcionários atende aos interesses das investigações e segue diretriz institucional de “contribuir com todas as autoridades envolvidas na apuração dos fatos relacionados ao rompimento da barragem”.

Até o momento, as autoridades contabilizam 193 mortos e 115 desaparecidos. A força-tarefa acusa a Vale de trocar a certificadora da barragem para atestar a estabilidade e contratar empresa certificadora “num contexto que caracterizava evidente conflito de interesses”.

De acordo com as autoridades, a belga Tractebel, primeira contratada pela mineradora, não quis declarar estabilidade em setembro de 2018 e foi substituída pela alemã Tüv Süd, que acabou realizando o trabalho.

“Segundo depoimento, a Vale S.A. comunicou à Tractebel que, em razão da ‘divergência de critérios utilizados para avaliação de segurança geotécnica, para o modo de falha de liquefação’, essa empresa não seria mais responsável por conduzir os trabalhos afetos à referida inspeção”, diz o texto.

Com informações da Folhapress.

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