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A importância do respeito mútuo

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Exatamente hoje, 07 de outubro de 2018, vivemos o ponta pé inicial e a expectativa do que nos reserva para o futuro. Medos, incertezas, traumas e convicções se misturam em nossos corações e mentes justamente quando estamos perto de decidir mais uma etapa relacionada ao nosso futuro. Futuro como nação, como cidadãos dignos de respeito e bons tratos. Dignos do ser humano que a muito tempo tem sido zombado, escorraçado e ignorado. Somos vistos como moeda de troca e ao que parece há tempos tem sido desvalorizada. Pior, por vezes brigamos e moralmente nos digladiamos para defender tal mercadores! Quem é bom para um eleitorado sempre será o pior para outro. Um meio termo… nem pensar, nosso orgulho irracional não permite. Por outro lado, quais são as garantias, mínimas que sejam, de um retorno que promova um futuro promissor? Infelizmente os interesses como cidadãos e pátria divergem se tornando muito mais pessoal do que social. Meu futuro, meus prazeres, meu bem-estar, ou seja, minha vida. Uma luta que em quase sua totalidade é por satisfazer o próprio eu, o individualismo que a muito tem superado o coletivo. A velha e atual “LEI DE GERSON”, aquela que jamais deveria ter sido aprovada e bem-sucedida. Aquela que de maneira negativa a muito tempo superou todas as expectativas se tornando célebre. Que pena algo tão pecador ter superado a lei da moralidade.

Viva a lei de Gerson! Que nasceu para provar, óbvio com exceções, que somos uma nação de egoístas, corruptos e sacanas, que só pensam em si e só querem saber de levar vantagem. Gérson, jogador, que se tornou célebre não apenas por ter sido uma das maiores estrelas do tricampeonato brasileiro em 1970, mas por ter formulado, na propaganda do cigarro Vila Rica veiculada anos depois, aquela que viria a ser conhecida como lei de Gérson: “O importante é levar vantagem em tudo, certo?” Errado! A expressão ganhou notoriedade em meados da década de 80 quando o jornalista Maurício Dias entrevistava o professor e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa para a revista Isto É por ocasião de seu artigo “Narcisismo em tempos sombrios”. Foi nesta entrevista que Dias batizou como “Lei de Gérson” o desejo que grande parte dos brasileiros tem de levar vantagem em tudo.

Voltando, o que mais me chama a atenção neste momento sombrio é a total falta de respeito de tantos em razão das convicções de outros. Como se todos devêssemos ser iguais, pensar igual, andar de maneira igual e falar igual. NÃO NASCEMOS COM ESTA CARACTERÍSTICA E PERSPECTIVA DE ROBÔS. Portanto, vamos fazer coisas diferentes, pensar de maneira de diferente e enxergar de um ponto de vista diferente. Nunca o ruim será ruim para todo mundo. Nunca todos irão se beneficiar de uma mesma maneira e nunca todos iremos sofrer com os mesmos males.

Sempre será viável que convicções sejam expostas, avaliadas e questionadas em rodas de debates ou fóruns, mas nunca como se fossem um arsenal a ser utilizado em zona de guerra. Vejo muitos se sentirem acuados por lobos vorazes querendo destruir todo tipo de direto no qual está incluso o de escolha. Pessoas que defendem fulano ou beltrano como se tais possuíssem características de um verdadeiro salvador.

Diga-se de passagem, que: A história fala a respeito de UM. Ela O descreve como um exemplo em tudo. Homem voltado para a cidadania, de amor e zelo indiscutíveis. Homem de um caráter irrepreensível! E mesmo com tais características, amado e odiado por muitos. Suas qualidades eram das mais nobres e raras, porém, não o isentaram dos questionamentos mais absurdos e ao posto de uma das maiores farsas da histórica. “Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.” João 1.11. Diante de tal quadro, quem pode vir a ser unanimidade? Principalmente neste melancólico momento da nossa história marcada por corruptos, verdadeiros assassinos da moralidade, escravizadores físicos e emocionais, narcisistas, hipócritas e egoístas, sem dúvidas uma corja dos tais lobos vorazes. O que possuímos para nos vangloriar tanto e nos achar tão melhores do que todos os outros ao nosso redor?

Somos ovelhas do mesmo aprisco (local utilizado para abrigar as ovelhas), somos todos cidadãos brasileiros, há que maravilha seria se também fossemos um só rebanho! Utópico eu sei! Mas, nesta data escolheremos alguém que exercerá a função de pastor, ou seja, de nos conduzir. Mas, tal poderá nos enxergar como lobos e nos excomungar como tais.

Tomemos os devidos cuidados e sejamos sóbrios, pois em público todos têm de ser como que sacerdotes, com comportamento impecável, retidão moral absoluta, espinha dorsal inflexível. Mas para que tanta hipocrisia? Nada disso precisaria ser assim, mas infelizmente assim é.

Nenhum de nós deveríamos defender um comportamento antiético ou ilegal com base no enunciado da lei de Gérson – “O importante é levar vantagem em tudo, certo?”. Se ela existe, e existe, ocupando o primeiro lugar no reflexo da nossa realidade, devemos lutar com todas as forças para derrubá-la e não nos apropriarmos dela. Temos total capacidade de sermos melhores do que os tais.

Cantamos nossa história com os seguintes versos:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heroico o brado retumbante

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos

Brilhou no céu da pátria nesse instante

 

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte

Em teu seio, ó liberdade

Desafia o nosso peito a própria morte!

 

Ó Pátria amada

Idolatrada

Salve! Salve!

 

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce

Se em teu formoso céu, risonho e límpido

A imagem do Cruzeiro resplandece

 

Gigante pela própria natureza

És belo, és forte, impávido colosso

E o teu futuro espelha essa grandeza

 

Terra adorada

Entre outras mil

És tu, Brasil

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil

Pátria amada

Brasil!

 

Deitado eternamente em berço esplêndido

Ao som do mar e à luz do céu profundo

Fulguras, ó Brasil, florão da América

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

 

Do que a terra, mais garrida

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores

Nossos bosques têm mais vida

Nossa vida no teu seio mais amores

 

Ó Pátria amada

Idolatrada

Salve! Salve!

 

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado

E diga o verde-louro dessa flâmula

Paz no futuro e glória no passado

 

Mas, se ergues da justiça a clava forte

Verás que um filho teu não foge à luta

Nem teme, quem te adora, a própria morte

 

Terra adorada

Entre outras mil

És tu, Brasil

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil

Pátria amada

Brasil!

Imagens: reprodução

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