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RMC lidera ataque de abelha no estado de São Paulo

Redação
Escrito por: Redação

As regiões de Piracicaba e Campinas lideram os ataques de abelhas no Estado de São Paulo. Em Campinas, são quase 300 casos, e Piracicaba, pouco mais de 250. Segundo especialistas, a incidência é maior durante a primavera, que vai até dezembro. Especialistas dão dicas de cuidados e como agir em caso de perigo.

Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, em 2017, de janeiro a 20 de setembro, foram registrados 299 ataques de abelhas na região Campinas e 256 casos na região de Piracicaba.

O autônomo Darci Martins está na lista de vítimas em Piracicaba. Ele estava saindo de casa quando as abelhas começaram a atacá-lo. “Eu fui pra lá, voltava pra cá… as abelhas tinham atacado a casa do vizinho.”

O enxame estava num buraco da parede, em um beco. Várias pessoas do bairro foram picadas, crianças, adultos e até os dois cachorros da aposentada Leonice Pires Silvestre, que acabaram morrendo. “Os cachorros corriam aqui e ali, gritando”, lembra.

A bióloga Denise de Araújo Alves explica que durante a primavera, os ataques são mais comuns por causa do calor e porque há mais plantas disponíveis. “Elas se instalam nos prédios, nos postes, então elas têm bastante recursos nas cidades, não só de alimento, mas também de moradia.”

Ela alerta ainda que a ferroada da abelha pode ser fatal em alguns casos. “As pessoas e os animais são alérgicos ao veneno da ferroada… quando ela pica, ela tem uma glândula de veneno, é injetado pra dentro do corpo da pessoa ou animal, e pra quem é alérgico, sim [é fatal].”

Cuidados

Quando as abelhas escolhem um lugar para fazer a colmeia, elas levam em consideração dois detalhes: o primeiro é se o lugar é pouco usado pelas pessoas e o outro é se está bem protegido, para a colmeia crescer e se desenvolver.

Foi o que aconteceu em uma casa no Centro de Piracicaba. As abelhas entraram na caixa de energia e fizeram a casa delas. A estimativa é de que no local estejam 30 mil abelhas.

A retirada de abelhas de uma colmeia deve ser feita sempre por pessoas especializadas. Os apicultores são os profissionais indicados para evitar que as abelhas se irritem e ataquem quem estiver por perto.

“A gente vem mais no finalzinho da tarde, com a caixa certa, já tudo bem preparado, com todo o equipamento, e vamos esperar até quase escurecer pra que toda abelha entre dentro da caixa, a caixa vai ser fechada e levada para onde eu crio abelhas”, explica o apicultor Dorival Ribeiro.

O Corpo de Bombeiros não faz o trabalho de retirada de colmeias, somente os apicultores que têm os equipamentos necessários, mas em situações de ataques, as pessoas podem ligar no número 193, que os bombeiros fazem os procedimentos de primeiros socorros e isolam a área para garantir a segurança de todo mundo. Com informações do G1

Imagem de capa:Reprodução

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