Z1 Cidades

Paulínia: MP investiga prefeito e prende 2

Redação
Escrito por: Redação
Dois empresários do ramo de serviços foram presos na manhã desta quinta-feira (9) em Paulínia durante operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), com apoio do MP de Minas Gerais. Eles são suspeitos de envolvimento em irregularidades sobre contratos públicos de coleta de lixo e serviços de limpeza. O prefeito da cidade, Dixon Carvalho (PP), e a primeira-dama, Tatiana Maia de Castro, estão entre as 10 pessoas que também foram conduzidas ao MP de Campinas para prestarem depoimentos.
A Operação, denominada Purgamentum, ocorreu na cidade mineira de Passos e em São Paulo, Campinas, Sumaré, Paulínia, Casa Branca, Ribeirão Preto, Batatais, Monte Alto, Patrocínio Paulista e Barretos. No total, foram cumpridos 15 mandados de prisão, 44 mandados de busca e apreensão e 11 conduções coercitivas, tendo como alvos pessoas, empresas e prefeituras, onde agiam empresas contratadas por prefeituras para serviços de limpeza e coleta urbana de lixo.
Na região de Campinas foram cumpridos dois mandados de prisão, 10 dos 11 de condução coercitiva — quando é levado para depor — e 16 de busca e apreensão em 25 endereços localizados em Campinas (dois), Sumaré (dois) e Paulínia (12), expedidos por Varas Judiciais em Passos e Ribeirão Preto. Ao menos 106 policiais e 26 viaturas do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep), 19 promotores e um procurador-geral da Justiça foram envolvidos na operação, que começou por volta das 2h e se estendeu até início da tarde.
Cerca de R$ 310 mil foram apreendidos, além de documentos de licitações e contratos públicos em prefeituras e empresas, computadores e equipamentos de mídia. Segundo o MP, pessoas e empresas tiveram bens bloqueados. As buscas foram feitas em empresas, secretarias, casa do prefeito e apartamentos dos empresários.
De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Jurandir Moura Torres Neto, a operação resulta da evolução da investigação iniciada pela promotoria de Justiça de Passos, voltada à apuração de atos ilícitos de fraudes em licitação, peculato, entre outros. “É uma investigação complexa, que vem sendo desenvolvida a longo tempo e que começou em Passos, em Minas Gerais, e o objeto principal seria um grupo empresarial, aparentemente praticando fraudes em licitações relacionadas aos serviços de lixo, varrição pública e outros serviços inerentes à coleta e descarte de lixo”, disse Torres Neto.
Segundo o promotor, durante as investigações em Minas foi identificado um grupo empresarial em Ribeirão Preto, que por sua vez avançou e identificou que esses grupos também atuavam na Região Metropolitana de Campinas (RMC), especificamente em Paulínia. “A partir das investigações em Paulínia também apareceu um braço em Sumaré”, frisou Torres Neto.
O promotor informou que foram cumpridos ontem algumas ordens da Vara Criminal de Passos, da 2ª Vara de Ribeirão Preto e Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo(TJ-SP) e em alguns locais houve coincidência de ocorrerem ações dos três órgãos.
Os empresários Carlos Henrique de Oliveira, de 35 anos, e Diego Soares Rodrigues da Silva, de 28 anos, foram alvos de mandado de prisão temporária por cinco dias. Eles são representantes da empresa Filadélfia, que faz parte de um consórcio que envolve outras duas empresas, uma em Campinas e outra em Sumaré.
Os empresários foram presos em um edifício, em Paulínia, e foram levados para o 2º Distrito Policial (DP), no bairro São Bernardo, em Campinas. O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça de Passos e ainda não existe a informação se eles serão transferidos para Minas Gerais. Um outro sócio, que seria o proprietário de fato de uma das empresas, era foragido da Justiça por crimes anteriores, e foi detido em hotel de luxo no Guarujá, segundo o MP.
Imagem: reprodução / César Rodrigues/AAN
Com informações do Correio Popular

Sobre o autor

Redação

Redação

Deixe um Comentário

%d blogueiros gostam disto: