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Números de guerra: com 61 mil assassinatos, Brasil bate recorde de violência em 2016

Redação
Escrito por: Redação
O Brasil quebrou todos os seus recordes históricos e registrou em 2016 o maior número de homicídios em sua história: um total de 61.619 pessoas morreram violentamente no país, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O número divulgado no Anuário da entidade expõe um quadro bastante negativo, no qual “sete pessoas são mortas a cada hora” no país, um aumento de 3,8% em relação a 2015. Em 14 das 27 capitais brasileiras aumentou o número de homicídios, diz o relatório.

Com os números de 2016, o Brasil atinge uma taxa de homicídios de 29,9 por 100 mil habitantes.

A violência aumentou em todo o país, contrariando o cenário anterior que mostrava crescimento apenas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Nesta região, aliás, a situação se agravou ainda mais: Sergipe teve a maior taxa de mortes violentas: 64 por 100.000 habitantes, seguido por Rio Grande do Norte (56,9) e Alagoas (55,9).

De acordo com a diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, o cenário para o futuro não é nada positivo, caso as políticas de prevenção, de segurança e de outros setores da gestão pública não se tornem prioridade na agenda dos governantes.

“O quadro de violência passa a se espalhar pelo resto do país, uma tendência que tínhamos aparentemente freado dois anos antes. É preocupante. Você vê o acirramento de conflitos e da violência nos próximos meses”, disse ela, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

“Precisamos de investimentos nas polícias e no sistema criminal, sob pena de enxugarmos gelo pelos próximos anos”, continuou.

Outro dado relevante que ajuda a explicar o aumento da violência, segundo o Anuário, envolve a queda nos investimentos na segurança pública em 2015 e 2016. Só a União derrubou em mais de 10% os seus gastos na área, enquanto os Estados diminuíram quase 2% os seus investimentos no setor. Com informações da Sputnik

Imagem de capa:Vladimir Platonow/Arquivo Agência Brasil

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