Protesto

MTST segue acampado na Avenida Paulista em protesto por moradia

Manifestantes fizeram passeata na quarta-feira. Movimento critica ampliação da faixa de renda para adesão ao Minha Casa, Minha Vida e contratações suspensas.

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) amanheceram acampados na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, nesta quinta-feira (16). Eles realizaram uma passeata na quarta-feira (15) por melhorias no programa Minha Casa Minha Vida, e pretendem deixar as barracas montadas até que a reivindicação seja atendida.

No último dia 6, o governo federal anunciou a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para que famílias com renda mensal de até R$ 9 mil possam aderir ao programa. Antes, o limite de renda para uma família ter direito a participar do MCVM era de R$ 6,5 mil por mês (faixa 3). Para os MTST, as mudanças “transformaram um programa social em um programa de crédito imobiliário”, voltado para “setores que não são os mais necessitados”.

Às 9h30 desta quinta-feira, os manifestantes instalados na Paulista levantavam bandeiras na calçada e cantavam enquanto ocupavam parcialmente a faixa exclusiva dos ônibus, nas imediações do Conjunto Nacional. O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, informou que até o momento não houve contato do governo e explicou ao G1 a principal reivindicação.

“Queremos a liberação das contratações do programa Minha Casa Minha Vida na faixa 1 [famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil]. Desde o começo do governo Temer, as contratações nesta faixa estão suspensas. E o que nós vimos na última semana foi a tentativa deles de transformar o Minha Casa Minha Vida em um programa de crédito imobiliário, aumentando faixa de renda para R$ 9 mil, direcionando a maior parte dos recursos para as faixas 2 e 3”, disse Boulos.

“Isso é inadmissível e, assim, o programa deixa de ter um cunho social para virar as costas para quem mas precisa”, completou. Na noite de quarta, durante ato, Boulos já havia defendido que integrantes do governo fosse discutir o tema com os manifestantes. “Para nós, seria melhor que viessem aqui os membros do governo e assumissem o compromisso em papel passado em relação à moradia”, disse Boulos. “Agora, se não vierem, cada guerreiro e cada guerreira que está aqui hoje vai ter um novo endereço a partir dessa noite”, completou.

A assessoria de imprensa da Presidência da República informou que não há negociação o governo federal não irá fazer posicionamento em relação ao movimento e não há negociação em curso com líderes do ato.

O coordenador do MTST em São Paulo, Michel Navarro, informou que movimentos socias e cooperativas foram contratadas no governo Dilma para a construção de 35 mil casas da faixa 1 [renda mensal de até R$ 1,8 mil].

“Depois que ela [Dilma] saiu, entretanto, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, suspendeu essas contratações, em seguida voltou atrás, assinou de novo e publicou no Diário Oficial. O que nós queremos é a liberação dessas contratações”, disse Navarro. “A faixa 1 é a que abrange as famílias mais necessitadas. Além disso, o atual governo federal subiu a renda mínima dá faixa 3. Agora quem pode participar é quem ganha R$ 9 mil por mes”, disse.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na manhã desta quinta-feira (16) durante evento em Mogi das Cruzes que defende o diálogo, mas criticou ação do grupo de manifestantes.

“É preciso separar o diálogo de ações que prejudiquem a população. Agora, o movimento de São Paulo, Sem Teto, estava obstruindo o acesso ao metrô, na Estação Consolação. Não pode. O movimento não tem nenhum problema. É legítimo. Agora, o que tem a ver o usuário do metrô com esse problema? Não será permitido nenhum tipo de obstrução, seja via pública, seja acesso ao metrô. Eu já determinei que seja retirado, que seja liberado o acesso do metrô na Paulista.”

Protesto

Na tarde de quarta, duas frentes de sem-teto partiram de pontos diferentes de São Paulo em direção à Avenida Paulista – do Largo da Batata, em Pinheiros, e da Praça da República, no Centro. O destino era o escritório da Presidência da República em São Paulo, localizado na altura da Rua Augusta.

Ao chegar na Paulista, os manifestantes fecharam a via nos dois sentidos por mais de três horas. O coordenador do movimento, Guilherme Boulos, discursou em um carro de som contra as falhas no Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. Após o ato, parte das famílias que vivem em 20 ocupações levantaram barracas de lona e improvisaram uma cozinha em frente ao edifício, onde permaneciam nesta manhã.

Imagem: Vivian Reis/G1

Com informações do G1

Redação Z1

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