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Campinas: Unicamp começa a 2ª fase para disputa de 3 mil vagas

Redação
Escrito por: Redação
Mais do que um processo seletivo, a aprovação na 2ª fase do Vestibular 2018 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) significa a conquista de um sonho para os participantes. A prova tem início neste domingo (14) e será realizada em três dias consecutivos, sempre às 13h. Chegar nesta etapa já significa uma vitória diante da concorrência. Ao todo, 15.461 candidatos foram selecionados entre os 76.225 inscritos nesta edição. Eles disputam uma das 3.340 vagas em 70 cursos de graduação. E por trás de cada um dos candidatos, existe uma história de esforço, abdicação de momentos de lazer com a família e mudança na rotina para garantir a tão sonhada vaga em uma das universidades mais conceituadas do País.
Uma dessas histórias é a da psicóloga Alice Morellato Haddad, de 25 anos. Formada em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), ela chegou a trabalhar na área. A experiência lhe deu a oportunidade de ter contato com a área da saúde pública em um hospital, o que acabou despertando o seu antigo sonho de cursar medicina. “Eu sempre gostei da área de saúde e quando me formei do colegial decidi que ia prestar psicologia. Naquela época já considerava medicina, mas decidi por psicologia pela descrição do curso. Comecei a atuar na área e descobri que gostava muito de trabalhar no ambiente de hospital com saúde pública, mas não particularmente na atuação do psicólogo, prefiro o viés da atuação médica”, contou.
A decisão de investir no que realmente queria fazer ocorreu ano passado, logo após ela ingressar no mestrado na Unicamp. Alice recomeçou a sua preparação em maio. “No começo estudava à noite porque estava trabalhando, mas no final do ano foquei só nos estudos para pegar mais firme”. Ela conta que a faculdade e o trabalho lhe deram outra perspectiva. “Hoje estou mais disciplinada para estudar do que era antes, e o fato de ser algo que quero bastante conta muito”, diz.
Alice conta que apesar de ter sido uma mudança grande de toda a sua rotina e planejamento de vida, está muito mais em paz e tranquila com sua decisão. “Quando você trabalha com uma coisa que não quer, a carga parece ser maior. No cursinho, mesmo sendo uma rotina cansativa estou em paz, muito feliz e animada, estimulada de correr atrás e conseguir”.
O estudante Fernando da Silva Júnior está no 4º ano de cursinho e já foi para a segunda fase algumas vezes. Além do aprendizado acadêmico, o tempo o ajudou a amadurecer a sua escolha profissional e foi importante para o seu autoconhecimento. Júnior conta que prestou o primeiro vestibular para medicina e para economia. Neste último, foi aprovado para a segunda fase, mas não seguiu em frente depois de estudar o mercado de trabalho. Ele vai prestar estatística, profissão que se identificou mais. “Estou tendo que me esforçar um pouco mais do que me esforçaria fazendo curso de economia. Mas é um curso que me dá o mercado que quero trabalhar, que é o mercado de ações, de investimento. Acho mais interessante.”
A dedicação do estudante, que concilia o trabalho com os estudos, é uma inspiração para muitos. “No final de 2015 para 2016 comecei a trabalhar e tive que me virar, fazer cursinho noturno.” Ele trabalha das 4h às 13h na Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa), vai para o cursinho em seguida, onde participa de plantões e faz os exercícios, e tem aula à noite, das 19h às 23h. “É um sacrifício que vale para você entrar em uma universidade conceituada e fazer o curso que você gosta.” Uma estratégia que costuma usar nas provas e que pretende aplicar hoje é começar pelas disciplinas que tem um peso maior. “Como serão duas redações no domingo, vou ler o tema depois faço português e literatura e volto para fazer redação. No segundo e terceiro dias, pretendo começar pelas disciplinas que têm peso maior, porque garanto a pontuação.”
A prova
A prova será aplicada em 20 cidades, incluindo Campinas, Belo Horizonte e Brasília, e terá início às 13h, mas a orientação é para que os candidatos cheguem com, pelo menos, uma hora de antecedência. A segunda fase é constituída de provas idênticas para todos os candidatos, com questões dissertativas. A duração das provas é de quatro horas. Cada uma delas é composta de seis questões, com exceção da redação. Neste domingo, os estudantes fazem a redação – serão duas propostas de textos – e respondem às questões de língua portuguesa e literatura. Na segunda-feira (15) é a vez de geografia, história e matemática. No terceiro, tem a prova de biologia, de química e de física.
O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, afirma que a prova de hoje deve ser no padrão de anos anteriores e a mudança pode ficar por conta da prova de redação, que será realizada junto com língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa. Serão duas propostas de textos a serem desenvolvidas.
“Esperamos uma prova no padrão do ano passado e retrasado. A surpresa sempre pode ficar por conta da redação, porque são dois textos. Não só pode ter surpresa com relação ao tema, como com relação ao gênero, porque chance de ser dissertação é pequena. Então pode ser de tudo como foi em outros anos: verbete, texto sobre projeto científico, um resumo. O candidato tem que dominar diferentes gêneros textuais, não basta ficar inteirado e fazer a leitura competente da coletânea se não dominar o gênero”, explica Tasinafo.
Além dos candidatos ficarem atentos ao horário e chegarem ao local com uma hora de antecedência, Tasinafo ainda lembra da foto 3×4 que é preciso levar. “Importante não esquecer de levar foto recente com número de inscrição no verso. Não adianta foto antiga, de cinco, seis anos. Manual não fala em foto datada, mas em foto recente, na qual o candidato possa ser identificado.”
Imagem: Reprodução
Com informações do Correio Popular

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