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Campinas: Empresário mata homem a tiros no Taquaral

Redação
Escrito por: Redação
Uma dívida entre amigos acabou em tragédia na manhã de terça-feira, em Campinas. Um empresário de 48 anos matou a tiros um servidor público de 57 anos após se desentenderam em razão de um empréstimo que a vítima havia feito ao empresário.
De acordo com testemunhas e conhecidos do empresário, Luiz Carlos Gasporatto o ameaçava havia dias. O crime foi em um lava-jato, na Avenida Prestes Maia, no bairro Taquaral. O empresário é popularmente conhecido no bairro como Shampoo e teria perdido a cabeça durante a discussão e descarregado a arma contra Gasporatto. Após matá-lo, o empresário correu para os fundos do estabelecimento e tentou se matar, mas foi consolado pelo pai, que foi chamado por funcionários. Shampoo se entregou pouco tempo depois para a Polícia Civil.
A tragédia foi por volta das 10h da manhã no escritório do Lava-jato Shampoo. A reportagem apurou que o empresário e Gasporatto eram amigos, inclusive sempre saiam para tomar café juntos. E que diariamente o servidor público passava no local. Shampoo teria pegado dinheiro emprestado da vítima a juros e como não conseguia quitar a dívida passou a receber ameaças do amigo, nas quais envolviam os filhos do empresário e a mulher dele. O servidor alegava que conhecia a família do empresário e sabia onde ele morava. “Esse crime nos pegou de surpresa.
O Shampoo é uma pessoa maravilhosa e companheira de todo mundo por aqui. Eu sempre via os dois juntos e não imaginava o que se passava entre eles. O Shampoo deveria estar passando por uma pressão muito grande para fazer o que fez” , disse um comerciante que preferiu não ser identificado.
Funcionários e o pai do empresário passaram a tarde no 4º Distrito Policial (DP), onde Shampoo se entregou, logo após conversar com o pai. A arma era dele e segundo funcionários de lojas nas proximidades, o empresário teria feito ao menos cinco disparos. Por conta do alto movimento de veículos na avenida e por ser horário de pico, poucas pessoas disseram ter ouvido os tiros. A arma, que era do empresário e comprada há anos, foi apreendida.
Até início da noite de terça-feira, a polícia ainda ouvia o empresário e testemunha. Muito abalado, o pai de Shampoo se limitou dizer apenas que desconhecia a transação financeira entre o filho e o servidor público e que a família estava sem chão devido ao que aconteceu. “Penso no meu filho, penso na vítima. Duas famílias destruídas. Meu filho não é bandido. Foi desespero. Eu não sei o que o Luiz falava para ele. Não sabia de nada até este momento” , disse.
A reportagem apurou que o desespero do empresário era extremo que até tinha feito uma carta de despedida para a mulher. O que leva a suspeita de que ele poderia cometer suicídio.
Imagem: Reprodução / César Rodrigues/AAN
Com informações do Correio Popúlar

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